Arquivo

Archive for the ‘Uncategorized’ Category

Palestra sobre Saque de Contas Inativas do FGTS em Hamamatsu

Palestra especial sobre saques de contas inativas do FGTS e outros temas no dia 2 de julho

Saque de Contas Inativas do FGTS
Uma palestra acontecerá em Hamamatsu, organizada pela HICE abordando sobre FGTS – como sacar de contas inativas e dúvidas em geral sobre procedimentos no Consulado.

Uma excelente oportunidade de tirar dúvidas de temas importantes para os brasileiros no Japão.

Data: 2 de julho, domingo, das 14h às 16h
Local: Centro Intercultural de Hamamatsu (Create Hamamatsu 4º andar)
Palestrantes:
Sr. André Maebashi – Superintendente da Caixa Econômica Federal
Sr. José Acioli – Vice-Cônsul do Brasil em Hamamatsu
Inscrições: 053-458-2170 (HICE – atendimento em português de terça a domingo, das 9h às 17h)

Informações:
HICE – Hamamatsu Foundation for International Communication and Exchange
Tel: 053-458-2170 Fax: 053-458-2197
Fonte: Portal Mie

Produção industrial no Japão cresce 0,2% em março

Indicador mostra "sinais de recuperação moderada"

O índice de produção industrial no Japão cresceu 0,2% em março em relação a fevereiro, registrando alta pelo quarto mês consecutivo, e mostra "sinais de recuperação moderada", segundo o relatório preliminar apresentado nesta terça-feira pelo Ministério da Economia. O aumento contrastou com a queda de 7,3% da produção industrial em março com relação ao mesmo mês do ano anterior.

As indústrias que mais contribuíram para a alta foram as de produtos químicos, excluindo remédios, componentes eletrônicos e aparelhos, assim como o de equipamentos elétricos de informação e comunicação. O Ministério da Economia, Comércio e Indústria espera que a produção industrial aumente em abril 0,8%, enquanto estima uma queda de 0,3% em maio, após a pesquisa realizada nas principais empresas japonesas.

Deste modo, espera-se que em abril contribuam de maneira decisiva para o aumento os setores de equipamento de transporte, equipamento geral e o papeleiro. Já para maio, a expectativa é de que a queda seja motivada pelo retrocesso dos setores de equipamento de transporte, metalúrgico e químico, segundo o relatório preliminar.

A produção industrial, que mede o ritmo das fábricas japonesas, é considerada essencial para antecipar o desempenho da economia do país, altamente dependente do setor manufatureiro.
Fonte: IPC Digital com Efe

Categorias:Uncategorized

Produção de veículos deve se normalizar nos próximos meses no Japão

Aumento na produção é para compensar o atraso provocado pela paralisação após o terremoto de 11 de março

Enfim, uma boa notícia. As montadoras anunciaram que a produção de carros deve se normalizar nos próximos meses, mesmo com o racionamento de energia em boa parte do país. A Toyota disse que vai contratar de 3 a 4 mil trabalhadores a partir de julho. De acordo com Hello Work de Toyota (Aichi), essas vagas não estão disponíveis para os estrangeiros, mesmo assim, os trabalhadores brasileiros podem ser beneficiados. 

Quem explica é Ricardo Koike, dono de uma empreiteira na região. “O histórico demonstra que a Toyota Jidousha diretamente não contratava estrangeiros, mas ao redor delas, as fábricas que prestam serviços para ela, sim. Então não só o setor automotivo, mas em geral, a economia vai se desenvolver”, analisa. 

Esse aumento na produção seria para compensar o atraso provocado pela paralisação após o terremoto de 11 de março. Depois desse pico, o ritmo vai depender do que ocorrer também na economia mundial. 

Quem também quer pegar carona nessa retomada e aumentar as vendas é o comércio. Joana Inoue tem uma lanchonete no conjunto residencial Homi Danchi, e espera o retorno da clientela. Ela afirma que depois do terremoto, as vendas caíram cerca de 40%. “Anima bastante. Todo mundo começa a trabalhar. Os brasileiros estão bastante tristes, sem trabalho, e sem dinheiro”, comenta. 

Além da Toyota, outras cinco grandes empresas anunciaram que vão contratar mais trabalhadores nos próximos meses. A Honda pretende abrir mil novos postos de trabalho no mês que vem. A Nissan e a Isuzu vão contratar 200 pessoas até o final de julho. 

Mais quatrocentas vagas serão abertas pela Fuji Heavy também até o final do próximo mês. 

O mesmo prazo em que a Mitsubishi Fuso planeja contratar 100 trabalhadores. E em outubro, a Mitsubishi pretende abrir mais 500 vagas. Mesmo que, temporárias, essas contratações podem estimular o consumo, o que colabora para o crescimento de outros setores. 

Previsão de contratação Previsão de recuperação da produção
Toyota 3.000 a 4.000

a partir de meados de julho

Em julho, deve voltar ao mesmo nível de antes de 11/3
Honda 1.000 a partir de julho Quase normalizada no final de junho
Nissan 200 até final de julho Quase normalizada no início de junho
Mitsubishi 500 a partir de outubro Quase normalizada no final de junho
Fuji Heavy Industries 400 a partir de setembro Aumento a partir de outubro
Isuzu 200 a partir de junho Normalizada em junho
Mitsubishi Fuso 100 até final de julho Normalizada em junho
Fonte: IPC Digital

Emprego no Japão: Hora de recomeçar para os dekasseguis

Na década passada, os dekasseguis mandavam do Japão para o Brasil, anualmente, perto de US$ 2 bilhões, segundo estimativas oficiais. Em 2002, mandaram US$ 2,5 bilhões. Eram mais de 300 mil brasileiros descendentes de japoneses, que foram trabalhar na terra de seus ancestrais. Em 2008, veio a crise mundial – e a economia japonesa foi seriamente afetada. E, neste ano, a tragédia com o terremoto seguido de tsunami.

Com tudo isso, quem hoje quer ser dekassegui? Muita gente. Entre os que vieram desempregados pela crise, ou fugidos do cataclismo de 11 de março, há muitos planos para o retorno. Afinal, a região destruída, localizada na costa nordeste do Japão, terá de ser reconstruída. E isso vai exigir muita mão de obra.

Essa, no momento, é uma ideia não só falsa, como perigosa. Quem diz são pessoas que, há anos, lidam diretamente com os esses imigrantes. É o caso de Cori Passos, sócio da Shigoto.com, agência que há 12 anos cuida da colocação e viagem de dekasseguis. Ele disse que a reconstrução, em várias regiões, vai demorar. "Muitas cidades ficam na área contaminada pela radiação atômica", avaliou.

Na Associação Brasileira de Dekasseguis (ABD), fundada há 14 anos em Curitiba (PR), o tom é o mesmo. Glória Takemoto Hamasaki, que lida diretamente com os interessados, pede "bom senso" aos que querem voltar agora. "Não há condições atualmente. O governo do Japão está com dificuldade em manter as pessoas, garantir comida e água."

As perspectivas são de que a necessidade de mão de obra aumente a partir do fim do ano. O Conselho para o Planejamento da Reconstrução do Japão previu, nos últimos dias, que o trabalho dure dez anos. Além disso, os postos que eram ocupados pelos 14,5 mil mortos (e número semelhante de desaparecidos) terão que ser preenchidos.

Mas ninguém quer esperar. Cori afirmou que muitos já chegam com o passaporte dizendo ‘chega lá eu me viro’. "Mas hoje a situação está difícil", disse. Segundo Glória, eles se queixam de que fazem jornada regular de trabalho, de oito horas, e que a hora extra desapareceu.

Há os que querem mudar de emprego. "Eu digo não, estão ganhando pouco mas é garantido. Dá para pagar o aluguel, que é caro. Um casal paga US$ 700 (cerca de R$ 1,12 mil)." Para quem quer voltar ou quem quer ir, a especialista é taxativa: "Eu não aconselho. É bom cada um ficar no seu canto, é um risco ficar se mexendo nessa hora."

Glória salientou o problema da especialização da mão de obra. "Muitos não têm qualificação; aprenderam o trabalho lá no Japão como peões de linha de montagem de banco de veículo, por exemplo. Vão querer um posto de trabalho e não vão encontrar."

Em último caso, o conselho dela é: "Melhor vir do que ir". Afinal, aqui sempre se pode conseguir emprego com um parente, com ajuda de um amigo. "Lá não tem condições."
E há outro ponto, diz Helena Sanada, do Centro de Formação e Apoio do Trabalhador no Exterior (Ciate). "Depois da crise de 2008, o Japão passou a exigir que o dekassegui saiba falar, ler e escrever, ainda que minimamente, o japonês".

O Ciate é mantido pelo Ministério do Trabalho do Japão. Na década de 1990, quando os dekasseguis começaram a chegar, não sabiam nada sobre os costumes e as leis do país. O centro foi criado para orientar. Por mês, cerca de 150 interessados se inscreviam no curso, para aprender a língua japonesa, entre outros conhecimentos. Agora, a procura caiu a quase zero.

Novo cenário – Cori lembrou que o mercado de trabalho japonês mudou bastante. O setor de alimentação sempre esteve entre os que mais empregam. Mas, com o vazamento de radiação da usina de Fukushima e a contaminação de alimentos, as exportações de seus produtos declinaram.

Os dekasseguis que têm voltado desde a crise global de 2008 chegam com pouco dinheiro, constatou Glória, da ABD. Tradicionalmente, eles vinham depois de conseguir guardar uma boa quantia, muitas vezes suficiente para comprar uma casa. "Agora, eles vão embora insatisfeitos, por não terem alcançado seus objetivos." Isso explica também porque muitos querem retornar.

No caso dos que chegam, a ABD procura orientar sobre as condições atuais do mercado de trabalho brasileiro. Uma das saídas indicadas pela associação é a abertura de um negócio próprio.

Japão assiste à revoada dos estrangeiros
Os estrangeiros que deixaram o Japão, depois da tragédia de 11 de março, estão sendo chamados pelos japoneses de Flyjin – os gaijins (estrangeiros) que voaram (fly). Entre eles estavam, até 8 de abril, 7.472 brasileiros.

Os números são do Departamento de Imigração do Ministério da Justiça. Antes do 11 de março, havia no Japão 254 mil brasileiros. Formavam o terceiro maior contingente de dekasseguis, depois dos chineses e coreanos. Cerca de 185 mil chineses, 106 mil coreanos e quase 40 mil americanos também se foram.

O termo Flyjin está sendo usado informalmente em redes sociais e mensagens na internet. Seria uma reação dos japoneses que se mantiveram nos postos de trabalho, enquanto os estrangeiros fugiam. Entre esses, circula na colônia uma resposta pronta. Eles dizem que, nas demissões de 2008, motivadas pela crise econômica mundial, os japoneses foram poupados. E os estrangeiros, dispensados. E aqueles não reclamaram, como fazem agora.
Fonte: Diário do Comércio por Valdir Sanches
Fotos:
Jaime Oide e Sílvia Zamboni/Folhapress

Categorias:Uncategorized