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Fábrica de Iwata chama de volta trabalhadores dispensados

Nova linha de aparelho celular aumenta a produção, mas alguns terceirizados preferem sair

A empresa Asty Corporation, de Iwata (Shizuoka) que havia dispensado no final de dezembro os trabalhadores por empreiteiras, voltou atrás e nesta segunda-feira (17) decidiu manter o pessoal. O motivo alegado é a fabricação de um novo modelo de celular. A Asty fornece placas de circuitos de aparelhos celulares para a Panasonic. Das quatro empreiteiras que fornecem mão de obra para a Asty, três haviam confirmado o corte e uma preferiu não se manifestar.

Nesse final de semana, tiveram que reconversar com os funcionários para decidir se ficam ou se desligam da Asty. Entre brasileiros, peruanos, filipinos, bolivianos, paraguaios e japoneses, pelo menos 140 trabalhadores iriam perder o emprego.

Segundo o tantosha Edson, da Staff Support, que terceiriza 20 funcionárias na Asty, durante o período de aviso prévio em janeiro, combinou de recolocar cinco brasileiras para trabalhar em Nagano. “O salário será maior, pois poucas pessoas querem ir para lá devido à neve”, afirma. “E também recolocamos sete funcionárias para trabalhar na mesma região de Iwata, então ficarão na Asty somente oito funcionárias”.

Para Edson, atualmente, as empresas no Japão não sabem como vai ficar a situação econômica no próximo mês e os trabalhadores “traumatizados”, a qualquer rumor de corte, já procuram por novo emprego. “Os mais antigos confiam na gente e já conhecem os altos e baixos da Asty, então quando pedimos para ficar, eles ficam, porém os mais novatos já vão pulando fora”. Na sexta-feira (14), os líderes de seção da Asty se reuniram com os trabalhadores da empreiteira Iwarex e formalizaram o pedido para que continuassem trabalhando na empresa.

Dos 60 terceirizados da Iwarex, o tantosha Carlos calcula que 20 vão buscar novas colocações. “Os altos e baixos da Asty causam muita insegurança nos funcionários e eles preferem procurar outros empregos”, afirma. “Corte de funcionários sempre aconteceu, mas desta vez foi maior porque envolveu as quatro empreiteiras. Até o final de dezembro, a previsão de produção era baixa, mas neste início de ano houve um replanejamento e a situação mudou. Falaram em produção até o mês de março, mas isso também não se pode afirmar com certeza”, esclarece.

“A Asty achou que não haveria serviço tão cedo, mas como surgiu essa nova linha de celular, pediram para manter os funcionários”, explica o tantosha Marcelo, da empreiteira Kakushin Kougyo que terceiriza 60 funcionários na Asty. Entre esse pessoal, cerca de 20 buscaram novas colocações devido à instabilidade da Asty, informa o tantosha.

“O pessoal fica feliz por manter o emprego, mas ao mesmo tempo fica aquela dúvida, se vai continuar ou procura nova vaga”, afirma. “Recolocamos em fábricas em Fukuroi, Kakegawa, Yoshida, Fuji e vamos manter nosso acordo com eles, não tem com voltar atrás, então ficaremos com 40 funcionários na Asty”. Por enquanto a Kakushin vai seguir dessa forma, mas existe a possibilidade de abrir novas vagas a partir de março.
Fonte: IPC Digital

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Fábrica em Iwata corta trabalhadores de empreiteiras

Queda de produção de aparelhos celulares é o motivo alegado para as demissões

Das quatro empreiteiras que colocam funcionários na Asty Corporation, três confirmaram na sexta-feira (14) o corte do pessoal até o final de janeiro. Entre brasileiros, peruanos, filipinos e japoneses, pelo menos 140 trabalhadores perderão o emprego.

Localizada em Iwata (Shizuoka) a Asty fornece placas de circuitos de aparelhos celulares para a Panasonic. Segundo as empreiteiras, a fabricante comunicou o corte do pessoal em dezembro.

A empreiteira Staff Support tem 20 funcionários na Asty, a maioria brasileiros. No final de dezembro, os tantoshas (encarregados) foram na casa deles para explicar a situação e os direitos ao seguro desemprego e férias remuneradas. “Estamos remanejando o pessoal para outras fábricas, pois temos serviços em região próxima, em Miyakoda, Ogasa e temos também em Nagano que paga ¥ 1.100/hora com três horas extras”, informa o tantosha Edson. “Mas alguns deles estão preferindo receber o seguro desemprego, porque não querem mudar de cidade”.

Segundo Edson, a Asty sempre trabalhou com altas e baixas de produção, porque aparelho celular sempre renova o modelo. Porém, desta vez, além da atual crise financeira, há também a questão tecnológica. “Hoje no mercado nacional, quantas pessoas utilizam aparelho celular da Panasonic?”, questiona. “A maioria quer um smartphone, um Android, um iPhone, então a venda caiu muito”.

Segundo o tantosha, houve uma época de bons salários na Asty com muitas horas extras. “Tivemos funcionárias que recebiam ¥ 280 a ¥ 300 mil por mês. Hoje o valor médio está entre ¥ 900 a ¥ 950 por hora. Mas também tivemos uma funcionária que trabalhava sem horas extras e no espaço de um ano economizou ¥ 1 milhão. Então a pessoa que tem um objetivo, consegue fazer suas economias não importa em quais condições”, avalia. “O Japão de hoje não é o de 14 anos atrás. Os planos que levavam cinco anos para concretizar, hoje levam 10 anos”.

Outras empreiteiras

A empreiteira Kakushin Kougyou confirmou o corte de 60 funcionários. Segundo o tantosha Marcelo, os funcionários foram chamados, cinco a cinco, ao escritório para receber a explicação sobre o corte. “O pessoal que concordar em mudar, temos encontrado nova colocação em outras cidades. Conseguimos recolocar 28 até o momento e esperamos repor mais 15. Para aqueles que não conseguirem recolocação, vamos encaminhá-los para o Seguro Desemprego. Algumas famílias não querem mudar de cidade porque tem criança que já acostumou na escola do bairro onde vivem, outros adquiriram casas. Enfim, eles entenderam que o serviço acabou mesmo, houve queda de produção”.

Segundo Marcelo, na recolocação, a média de perda salarial será de ¥ 50. “Para o pessoal mais antigo, mantivemos o valor de ¥ 1.100 a ¥ 1.200/hora, mas para os mais recentes baixou para ¥ 900 a ¥ 950/hora. Também temos serviços que pagam ¥ 1.000/hora, mas precisa de conhecimentos do idioma japonês”.

A empreiteira Iwarex confirmou a corte de 60 funcionários, os quais foram comunicados em dezembro. Segundo a tantosha Fátima, na Asty sempre teve altas e baixas de produção. “Quem conhece a Asty, sabe que sempre foi assim, não foi supresa nenhuma. Mas sempre existe uma esperança. Quem sabe entra novos pedidos de produção e eles peçam para os funcionários ficarem, pois a previsão era a queda de produção em fevereiro e aumento em março”, espera.

A empreiteira Seiwa Sangyou preferiu não prestar nenhuma declaração sobre o corte de pessoal. Segundo o tantosha Jeferson, “já trabalhamos com a Asty há oito anos e acredito que entre as quatro empreiteiras que fornecem pessoal, talvez a nossa seja a que sofreu menos cortes, então por continuarmos vinculados à Asty, é preferível não comentar nada a respeito”.

O ipcdigital foi até a Asty no horário da saída dos funcionários, mas apressados para pegar a condução do mukae, preferiram não comentar nada. Apenas uma funcionária brasileira confirmou que vai trabalhar até o dia 29.
Fonte: IPC Digital

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