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Japão: trabalhadores efetivos têm aumento salarial; negociação não afeta temporários

Segundo a Keidanren, os salários subiram em média 2,19%, ou ¥7.174

trabalhador efetivo no japaoA Federação das Organizações Empresariais do Japão (Keidanren) divulgou na última segunda-feira um relatório sobre o aumento salarial concedido aos trabalhadores efetivos (seishain, 正社員) relativo ao ano de 2016.

Segundo a Keidanren, os salários subiram em média 2,19%, ou ¥7.174. O resultado ficou abaixo do aumento médio concedido em 2015, quando os trabalhadores receberam 2,51% de aumento, ou ¥8.157.

O relatório é resultado de pesquisa elaborada pela Keidanren junto a 249 empresas presentes na Bolsa de Valores de Tóquio e que possuem mais de 500 funcionários. Dessas, somente 62 responderam o relatório de forma detalhada e completa.

A pesquisa dividiu os trabalhadores em 15 diferentes categorias. O aumento mais alto foi conquistado pelos químicos, no valor de ¥ 10.242, ou 3,29% de alta, seguido da indústria automobilística, com ¥8.200, ou 2,37%. Em terceiro aparece a construção naval, com ¥7.461, ou 2,41% de aumento. Setores como os de transporte e eletroeletrônico não atenderam as reivindicações salarais dos trabalhadores.

O aumento foi fruto do “Shunto”, ou Campanha Salarial da Primavera, desencadeada pelas centrais sindicais no país anualmente entre fevererio e março. Os aumentos são concedidos antes do fechamento do ano fiscal japonês, que ocorre no final de março.

Apesar do anúncio, a alta não terá grande impacto na economia, já que as médias e pequenas empresas são as que mais empregam no país. Os funcionários dessas empresas não obtiveram aumentos, assim como os trabalhadores temporários.
Fonte: Alternativa

Maior sindicato do Japão reivindica aumento salarial para 2015

aumento salarial
A maior confederação de sindicatos trabalhistas do Japão, Rengo, informou que reivindicará aumento salarial de, no mínimo, 2% para 2015 acompanhando as medidas do Governo para aumentar os impostos no país. Segundo a entidade em informações divulgadas pela agência Efe, o objetivo da reclamação é manter o nível de vida dos trabalhadores após o aumento do imposto sobre consumo de 5% para 8% em abril deste ano.

O governo japonês planeja um novo aumento para 10% a partir de outubro de 2015 e vem insistindo para as empresas aumentarem os salários dos funcionários para evitar uma desaceleração da economia. Nobuaki Koga, presidente da Rengo, afirmou que a classe trabalhadora “necessita do aumento de salário para que o consumo não seja afetado pelo aumento dos preços”.

A solicitação também é apoiada pela principal confederação patronal do Japão, Keindanren, que, pela primeira vez em seis anos, defendeu o aumento dos salários e justificou como consequência da recuperação da economia.

O aumento salarial é um fator chave no programa econômico do governo japonês que visa criar um círculo de crescimento nos lucros das empresas, salários e consumo, que respondem por 60% do PIB, para por fim a um ciclo deflacionário de aproximadamente 15 anos.
Fonte: IPC Digital