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Japão perderá 7,9 milhões de trabalhadores nos próximos 15 anos

envelhecimento no JapãoSe os esforços do governo – para promover uma maior participação dos idosos e das mulheres no mercado de trabalho – falharem, o número de trabalhadores no Japão deverá diminuir em 7,9 milhões até 2030, de acordo com estimativas do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar.

As estimativas, divulgadas nesta terça-feira (24), mostraram que todas as 47 províncias japonesas enfrentarão um declínio da força de trabalho e queda na taxa de natalidade. De acordo com o ministério, o envelhecimento populacional deverá agravar ainda mais o problema da diminuição do número de pessoas economicamente ativas.

Em 8 províncias, a taxa de declínio da força de trabalho será superior a 20%, incluindo Akita, Aomori e Kochi. Em Tóquio, Kanagawa e Aichi, o declínio da força de trabalho será inferior a 10%, segundo o ministério.

O governo estima que a população total do Japão deverá diminuir em cerca de 10 milhões, até 2030.

Por setor, a industria de transformação (fábricas, etc) deverá perder 1,3 milhões de trabalhadores nos próximos 15 anos. O setor varejista (lojas, serviços, etc), deverá perder 2,53 milhões de trabalhadores.

No entanto, o governo estima que o número de trabalhadores do setor de cuidados médios e serviços de saúde deverá aumentar em 1,63 milhões.
Fonte: IPC Digital
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Lei vai obrigar empreiteiras a informar margem de comissão para trabalhadores

Reforma na “Lei Haken” foi aprovada pelo congresso japonês no fim de março de forma discreta

O Japão não proibirá as empreiteiras de mandar seus trabalhadores para as fábricas, mas há dois anos o parlamento discute a proibição ou não do envio de trabalhadores temporários ao setor industrial. No fim de março, o congresso japonês aprovou de forma discreta a reforma na Lei de Trabalhadores Enviados por Empreiteiras conhecida como “Lei Haken”. A maior mudança será a obrigação que as empreiteiras (haken gaisha) terão de informar aos seus trabalhadores sobre a margem de comissão estabelecida entre a empresa contratante e as fábricas.

Por outro lado, ainda existem questões a serem discutidas como quando a reforma aprovada entrará em vigor e se será proibido o contrato de haken (envio de trabalhadores) com vigência de 30 dias ou menos. Depois da crise desencadeada pela falência do Lehman Brothers em 2008, muitas fabricantes no Japão demitiram de forma radical seus funcionários terceirizados contratados por empreiteiras. Começou, então, o debate sobre a proibição do envio de trabalhadores terceirizados às fábricas e a obrigatoriedade das companhias em contratar somente trabalhadores com contrato regular ou fixo (sei shain).

No entanto, o governo japonês desistiu de levar a proposta adiante porque a proibição deixaria muitas pessoas sem emprego. “É melhor que os trabalhadores que tenham contrato de trabalho com empreiteiras confirmem com elas se a reforma os afeta”, recomenda Akie Nakamura, pesquisadora do centro de pesquisa da empresa Works Institute Recruit. “Devemos ficar atentos às próximas notícias porque sobre este tema há muitas coisas que não foram decididas ainda”, acrescenta a especialista.

UM TERÇO TEM CONTRATO IRREGULAR
No mercado de trabalho japonês há um crescente aumento de trabalhadores com contratos irregulares incluindo “haken” (envio de trabalhadores), “ukeoi” (contratação por serviço), “arubaito” ou “paato” (trabalho eventual ou por hora), entre outros.
Segundo a última pesquisa do Ministério do Interior do Japão publicada em fevereiro, foram registrados 17 milhões de trabalhadores com contrato irregular em 2011, número que representa 35% do total de trabalhadores.
Fonte: IPC Digital