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Palestra sobre Saque de Contas Inativas do FGTS em Hamamatsu

Palestra especial sobre saques de contas inativas do FGTS e outros temas no dia 2 de julho

Saque de Contas Inativas do FGTS
Uma palestra acontecerá em Hamamatsu, organizada pela HICE abordando sobre FGTS – como sacar de contas inativas e dúvidas em geral sobre procedimentos no Consulado.

Uma excelente oportunidade de tirar dúvidas de temas importantes para os brasileiros no Japão.

Data: 2 de julho, domingo, das 14h às 16h
Local: Centro Intercultural de Hamamatsu (Create Hamamatsu 4º andar)
Palestrantes:
Sr. André Maebashi – Superintendente da Caixa Econômica Federal
Sr. José Acioli – Vice-Cônsul do Brasil em Hamamatsu
Inscrições: 053-458-2170 (HICE – atendimento em português de terça a domingo, das 9h às 17h)

Informações:
HICE – Hamamatsu Foundation for International Communication and Exchange
Tel: 053-458-2170 Fax: 053-458-2197
Fonte: Portal Mie

Número de brasileiros no Japão sobe pela primeira vez desde crise de 2008

Houve um aumento de 4,3% no ano passado, para 180.923 pessoas
brasileiros no japao2

Pela primeira vez desde a crise financeira de 2008, o número de brasileiros residentes no Japão apresentou crescimento.

Segundo dados divulgados pelo Ministério da Justiça do Japão na última sexta-feira (17), o total de brasileiros registrados até dezembro de 2016 era de 180.923. Este resultado representa alta de 4,3% da comunidade residente no país se comparado a 2015.

Os brasileiros são a quinta maior comunidade estrangeira atrás de chineses, coreanos, filipinos e vietnamitas. Dessas comunidades, apenas a coreana apresentou redução (1%), com destaque para a vietnamita cujo total subiu 36,1%, somando 199.990 residentes. Outra comunidade que apresentou forte aumento foi a nepalesa, com 23%.

A alta no número de brasileiros no Japão mostra que o movimento dekassegui, caracterizado pela entrada e saída no país de descendentes de japoneses para trabalhar, depende muito da situação econômica dos países relacionados.

Um brasileiro residente no Japão, devido a sua relação de instabilidade de trabalho, portador de contrato temporário, pode voltar a engrossar o contingente que sai e retorna ao arquipélago constantemente.

Da mesma forma, uma crise sócio-econômica no Brasil pode atrair novamente para o Japão os descendentes lá residentes. A oferta de mão de obra nos dois lados também pesa muito na flutuação dos números. Caso o visto para yonsei (quarta geração) seja liberado, será muito difícil dar como acabado o movimento dekassegui.

Ainda segundo os dados divulgados pelas autoridades migratórias japonesas, o número total de residentes estrangeiros no Japão subiu 6,7% em 2016, somando 2.382.822 pessoas.

A maioria dos vistos de permanência e trabalho no país apresentaram aumento, com destaque para os vistos concedidos aos estrangeiros que possuem alta qualificação profissional. Este tipo de permissão de estadia e trabalho foi criado em 2015, apresentando aumento de 149% em 2016.

Outro tipo de visto que cresceu muito foi o concedido ao pessoal da área médica. Tóquio é a província onde residem mais estrangeiros, seguida de Aichi, Osaka e Kanagawa.

Nos próximos dias, o Ministério da Justiça do Japão deve divulgar o número de brasileiros por província, idade e gênero.

Número de brasileiros residentes no Japão
2007 – 313.771
2008 – 309.448
2009 – 264.469
2010 – 228.702
2011 – 209.265
2012 – 190.609
2013 – 181.317
2014 – 175.410
2015 – 173.437
2016 – 180.923
Fonte: Alternativa com Ministério da Justiça do Japão

Gunma supera Mie e se torna a 3ª maior província em concentração de brasileiros

Das 47 províncias, 15 apresentaram queda no número de brasileiros
gunma-cherry
A província de Gunma, que até 2015 tinha a quarta maior comunidade verde e amarela, saltou para a terceira posição superando Mie em número de brasileiros.

O Ministério da Justiça divulgou na terça-feira (1) os dados da comunidade brasileira no Japão até junho deste ano classificados por gênero, sexo, idade e tipo de visto.

Segundo os números computados pelo governo japonês, a maior província em concentração de brasileiros ainda é Aichi, com 49.444, seguida de Shizuoka, com 25.854.

Em terceiro lugar aparece Gunma, com 11.982; Mie tem 11.798 brasileiros e Gifu, 10.088.

Das 47 províncias japonesas, 15 apresentaram queda no número de brasileiros, com destaque para Mie, Hiroshima, Yamanashi e Nagano.

Se os dados forem vistos por gênero, dos 176.284 brasileiros residentes no Japão, 96.098 são do sexo masculino e 80.186 do sexo feminino.

Por idade, 41.077 tem entre 0 e 19 anos, ou seja, são menores no Japão. Os brasileiros na terceira idade, ou seja, acima de 64 anos somam 5.787.

Por tipo de visto, 109.561 têm permissão permanente de estadia no país. Os portadores de vistos de cinco e um ano somam 46.814. Já os cônjuges e familiares de nacionais japoneses e de portadores de vistos permanentes somam 18.043.
Fonte: Alternativa

Brasileiros investem no futuro profissional

Em busca de qualificação profissional e melhores salários, brasileiros no Japão têm se dedicado a várias modalidades de cursos
curso de solda em Komaki

Diariamente a sede de uma escola localizada em Komaki (Aichi) recebe alunos de várias regiões do Japão, matriculados no curso de solda MIG MAG. Trata-se de sistema de soldagem bastante utilizada na fabricação de peças em aço e nas estruturas de liga de alumínio.

Os alunos aprendem a teoria e os equipamentos de segurança que devem usar, como máscaras, luvas e roupas de proteção. E logo no primeiro dia de aula, já tem o aprendizado prático, com a regulagem do oxigênio, e com o maçarico e eletrodos em mãos.

De acordo com o professor Élson Mendes, não existe crise nesse mercado de trabalho. E o salário é sempre melhor do que em outras áreas. “O salario depende da região. Aqui em Aichi o salário básico de um soldador é de Y 1.350 a hora, mas se o profissional for trabalhar em Ishikawa-ken, ou na região de Kobe e Osaka, o salário inicial chega a Y 1.700 a hora”, afirma.

Élson revela que os alunos buscam o curso pensando também em ter uma qualificação profissional para quando retornarem ao Brasil, afinal, também por lá o salário é atrativo em estaleiros ou empresas de serralheria.

O curso de solda em Komaki é avalizado pela J-wel, uma escola japonesa que atende várias empresas no Japão e que emite a licença. “Nós executamos os testes de chapa, a pessoa faz uma solda e o material é enviado para a empresa. Passando esse teste a empresa emite uma habilitação de soldador para o aluno, que se torna profissional”, explica.

O curso básico em Komaki tem duração de 30 horas aulas que o aluno pode cumprir de acordo com sua disponibilidade de tempo, mesmo durante a semana. E as empreiteiras têm sempre vagas à disposição para essa mão de obra qualificada, segundo garante Élson Mendes.

O aluno Akio Moshi revelou a intenção de terminar o curso o mais rápido possível. Ele mora em Hamamatsu faz 7 anos e revela a expectativa de exercer a nova profissão quando regressar ao Brasil, em empresa própria que pretende abrir. O aluno Paulo Lazarine Soares, em sua primeira aula, classificou como fácil o aprendizado – dizia que em 10 dias concluiria o curso.

No período de 10 meses em que o curso é ministrado em Komaki 135 alunos se formaram soldadores, na maioria homens. Mas a solda também atrai mulheres – quatro tiveram o certificado de soldadoras. Alice Otani, em seu segundo dia de aula, se mostra decidida ao aprendizado. Ela mora no Japão faz 14 anos, empregada uma fábrica de auto-peças, e pensa em no futuro exercer a profissão de soldadora no Brasil.

Meia dúzia de novas licenças foram expedidas a novos soldadores brasileiros. O ex-aluno Roberto Toshio Iwamura ostenta o certificado e a carteira de habilitação e conta que já tem emprego garantido em uma firma de solda. Ele também tem em vista emprego no Brasil em uma fábrica de chassis de caminhões e afirma que sempre pensou em se qualificar.

Outro ex-aluno, Marcelo de Lima, também concluiu o curso recebeu sua carteira de profissional. Ele já trabalha com solda, mas não tinha a licença. Depois de obter a primeira habilitação, o soldador pode fazer mais três estágios de capacitação, elevando ainda mais a sua qualificação profissional.
Fonte: IPC Digital com JPTV