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Posts Tagged ‘PIB japonês’

Economia japonesa cresce 2,2%, mas perspectiva ainda é fraca

Leitura preliminar do PIB traduziu-se em expansão de 0,5% no terceiro trimestre

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A economia do Japão superou as expectativas entre julho e setembro, expandindo-se pelo terceiro trimestre consecutivo com as exportações mais fortes, mas a fraca atividade doméstica põe em dúvida as esperanças de recuperação sustentável.

Dados governamentais ressaltaram recuperação econômica potencialmente frágil, dependente de exportações, assim como a vitória do republicano Donald Trump nas eleições presidenciais dos Estados Unidos aumentou a incerteza sobre as perspectivas econômicas globais.

O Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 2,2 por cento no terceiro trimestre em base anualizada, mais rápido do que o aumento de 0,9 por cento esperado pelos mercados, depois do avanço de 0,7 por cento entre abril e junho. Foi o terceiro trimestre consecutivo de expansão.

“As exportações se recuperaram, mas o consumo privado e as despesas de capital estão fracos. A economia não está tão forte”, disse Hidenobu Tokuda, economista sênior do Mizuho Research Institute.

“Há riscos da China e das políticas comerciais da Trump”, disse Tokuda, ecoando as preocupações dos políticos.

A leitura preliminar do PIB traduziu-se em expansão trimestral de 0,5 por cento no terceiro trimestre, contra ganho de 0,2 por cento esperado pelos economistas.

A demanda externa –ou exportações menos importações– somou 0,5 ponto percentual ao PIB, devido ao salto nas exportações sobre o trimestre anterior e à queda das importações causada pelos ganhos do iene, pela queda do preço do petróleo e pela fraca demanda interna.
Fonte: Alternativa

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PIB do Japão cresce 1,5% no 1º trimestre, maior ritmo em quase 3 anos

Os gastos de capital também cresceram muito mais rapidamente do que o esperado

A economia do Japão cresceu 1,5 por cento entre janeiro e março deste ano na comparação com o trimestre anteriorA economia do Japão cresceu 1,5 por cento entre janeiro e março deste ano na comparação com o trimestre anterior, registrando a maior expansão desde julho-setembro de 2011, já que os gastos do consumidor aceleraram antes do aumento dos impostos sobre vendas em 1 de abril, mostraram dados do governo na quinta-feira (horário local).

Os gastos de capital também cresceram muito mais rapidamente do que o esperado.

Economistas consultados pela Reuters esperavam um crescimento de 1 por cento. No último trimestre do ano passado, a expansão da economia foi revisada para 0,1 por cento, de acordo com dados do governo.

Os dados do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre se traduzem em um aumento anualizado de 5,9 por cento, acima da previsão de economistas, de uma alta anualizada de 4,2 por cento.

O consumo privado, que representa cerca de 60 por cento da economia, cresceu 2,1 por cento no trimestre, o crescimento mais rápido desde janeiro-março de 1997, em linha com a expectativa dos economistas, que projetaram uma alta de 2,1 por cento.

Os gastos de capital, cruciais para o crescimento sustentado da terceira maior economia do mundo, cresceram 4,9 por cento, muito superior à projeção de um aumento de 2,1 por cento e o maior ganho desde outubro-dezembro de 2011.
Fonte: IPC Digital com Reuters

Japão aumentou base monetária em 36% em junho, novo recorde

O balanço dos depósitos de contas correntes aumentou 114,5%, também em junho, para até 76,15 trilhões de ienes (585 bilhões de euros)

Estima-se que, caso o BOJ mantenha a política de estímulo, a base monetária do Japão se eleve no final deste ano para 200 trilhões de ienes (1,53 trilhões de euros)O Japão aumentou em junho sua base monetária em 36% até os 163,53 trilhões de ienes (1,26 trilhões de euros), atingindo seu recorde histórico pelo quarto mês consecutivo, informou nesta terça-feira (02/07) o Banco do Japão (BOJ).

O balanço dos depósitos de contas correntes aumentou 114,5%, também em junho, para até 76,15 trilhões de ienes (585 bilhões de euros), devido à injeção de liquidez do BOJ no sistema bancário como parte de suas agressivas medidas de flexibilização.

O aumento segue a linha marcada pelo BOJ, que no princípio de abril implementou um novo programa de estímulo para ampliar a base monetária do país, através da compra de títulos da dívida pública e de ativos financeiros de maior risco.

Com o objetivo de acabar com 15 anos de deflação e o desafio de conseguir uma inflação sustentada de 2% nos próximos dois anos, o banco central japonês duplicará a base monetária em um ritmo anual de entre 60 e 70 trilhões de ienes (entre 460 e 537 bilhões de euros).

Estima-se que, caso o BOJ mantenha a política de estímulo, a base monetária do Japão se eleve no final deste ano para 200 trilhões de ienes (1,53 trilhões de euros) e em 2014 alcance 270 trilhões de ienes (2,07 trilhões de euros).

No final de abril, o BOJ aumentou suas previsões de crescimento, tanto do PIB real como da inflação até 2015 e, durante a última reunião de sua junta de política monetária, melhorou a avaliação da economia japonesa.

Neste sentido, segundo suas estimativas, o PIB japonês em 2013 deve crescer 2,9%, seis décimos a mais que na estimativa anterior, enquanto o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subirá 0,7%, três décimos a mais do que o previsto em janeiro.

Na semana passada o Japão anunciou que a inflação em maio se manteve estável em relação ao mesmo mês de 2012 e deixou para trás seis meses consecutivos de recessão, em um dado que os analistas consideraram como um primeiro sintoma de melhora no objetivo de se acabar com a deflação.
Fonte: Exame com Efe

Crescimento do PIB do Japão acelera a 0,9% no 1º trimestre

Crescimento do PIB do Japão acelera a 0,9% no 1º trimestre

A economia do Japão voltou a crescer no período janeiro-março, pelo segundo trimestre consecutivo, dando um respaldo à polêmica política de incentivos elaborada pelo Banco Central da terceira maior economia mundial.

O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nipônico no primeiro trimestre foi de 0,9% na comparação com o trimestre anterior, e de 3,5% em relação ao mesmo período de 2012.

O país saiu da recessão no último trimestre de 2012 (+0,3%), depois de seis meses de resultados negativos, de abril a setembro.

Os novos dados confirmam a tendência, mas o dinamismo é motivado sobretudo pelo consumo residencial (+0,9%) e pela demanda pública (+0,6%).

As empresas privadas mantêm uma atitude de cautela e os investimentos caíram 0,7%.

Alguns analistas consideram que o primeiro-ministro conservador Shinzo Abe está recolhendo os frutos de suas receitas heterodoxas, de aumento dos gastos públicos e flexibilização monetária.

Esta política, que consiste na compra de títulos do Estado pelo Banco do Japão (BOJ, central) para aumentar o dinheiro em circulação, se uniu a um vasto plano de obras públicas.

O Japão ficou paralisado durante anos pela deflação, que desestimula o consumo (porque gera expectativas de quedas de preços ainda maiores) e o investimento. Mas por sua solidez financeira, o iene virou um valor refúgio e era valorizado ante as demais divisas, o que prejudicava as exportações, um setor vital.

A chegada de Abe ao poder em dezembro, antecipada pelos mercados, provocou uma mudança radical no panorama: a flexibilização monetária provocou uma forte desvalorização do iene (de quase 25% de seu valor em relação ao dólar desde novembro) e um grande impulso na Bolsa de Tóquio, que registrou um aumento de quase 40% entre novembro e março.

No primeiro trimestre, as exportações nipônicas aumentaram 3,8%, graças principalmente às vendas de automóveis aos Estados Unidos e a uma aceleração das entregas dos produtos químicos.

As importações cresceram apenas 1%, o que significa que a contribuição do comércio exterior ao crescimento geral da economia japonesa foi positiva pela primeira vez desde o primeiro trimestre de 2012.

A balança comercial, que sempre registrava fortes excedentes, passou ao vermelho depois do acidente nuclear da central de Fukushina em março de 2011, que obrigou o país a aumentar consideravelmente as importações de petróleo e gás.

‘A economia japonesa se recupera. O consumo das residências aumenta à medida que aumenta sua renda’, afirmou Hideki Matsumura, economista do Instituto de Pesquisas do Japão.

O governo destinou no orçamento anual quase 50 bilhões de dólares a um plano de obras públicas.

Apesar da contração do último semestre, o PIB japonês fechou 2012 com um crescimento de 2% e, segundo projeções do FMI, deve crescer 1,6% em 2013.
Fonte: G1 com France Presse