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Produção nas fábricas no Japão está aumentando

Exportações e investimentos ligados às Olimpíadas de Tóquio contribuem para o aumento da produção em fábricas no Japão

producao nas fabricas
A produção em fábricas no Japão teve um aumento de 4% em abril em comparação ao mês anterior, mostraram dados oficiais na quarta-feira (31), indicando que a terceira maior economia do mundo está finalmente observando uma expansão moderada.

No entanto, o número teve uma ligeira queda das expectativas de mercado de um aumento de 4.2% e veio um dia após dados terem mostrado que a demanda do consumidor continua lenta, apesar dos esforços do governo em estimular o consumo.

A leitura positiva ocorre após uma queda de 1.9% da produção em fábricas no mês de março, de acordo com dados divulgados pelo Ministério da Economia, Comércio e Indústria.

O ministério também revisou para cima sua perspectiva para a produção em fábricas no mês de maio, e o Japão espera que a produção industrial aumente 1.8% em junho.

“Os números mostram que a produção seria forte no trimestre abril-junho, sustentando a perspectiva de que a economia do Japão está no caminho da recuperação”, disse Yoshiki Shinke, economista-chefe na Dai-ichi Life Research Institute, à AFP.

A perspectiva do Japão vem melhorando com o apoio de fortes exportações, com investimentos ligados à Olimpíadas de Tóquio em 2020 dando um impulso no processo.
Fonte: Portal Mie com Japan Today

Marcas estrangeiras aumentam seus preços no Japão após queda do iene

Debilidade da moeda japonesa encarece as importações

Marcas estrangeiras aumentam seus preços no Japão após queda do ieneAs empresas estrangeiras no Japão estão aumentando os preços de seus produtos devido à depreciação do iene, informou o Japan Daily Press. A Apple aumentou o preço base do iPad 64GB de 58.000 para 59.800 ienes, um aumento superior a 100 dólares, enquanto o consumidor deverá desembolsar 79.800 pelo modelo de 128GB, que teve alta significante diante dos 66.800 que tinha de pagar antes.

O preço do iPod subiu em até 6.000 ienes, enquanto o aumento do iPad Mini ronda os 8.000 ienes. Enquanto isso, a joalheria Tiffany elevou seus preços em até 20%. A fabricante de eletroeletrônicos Miele e a companhia automobilística Volkswagen, ambas da Alemanha, também encareceram seus produtos. A Volkswagen aumentou em 1,5% o preço médio de seus 14 modelos.

A moeda japonesa se ​​enfraqueceu mais de 20% em relação ao dólar desde o final de 2012, impulsionada pela política monetária agressiva do primeiro-ministro Shinzo Abe. A queda do iene beneficia os exportadores japoneses, mas encarece as importações.
Fonte: IPC Digital

Produção industrial do Japão cresce 3,9% em junho

A produção industrial do Japão aumentou pelo terceiro mês seguido, à medida que as companhias, particularmente no setor automobilístico, continuaram a elevar a produção depois do terremoto de 11 de março, disse o Ministério da Economia, Comércio e Indústria. A produção aumentou 3,9% em junho na comparação com o mês anterior, com ajuste à sazonalidade, informou o ministério.

O dado ficou ligeiramente abaixo da mediana das estimativas dos economistas consultados pelas agências Nikkei e Dow Jones, que era de 4,3%. As indústrias consultadas pelo ministério esperam que sua produção aumente 2,2% em julho, uma melhora em relação à projeção de 0,5% apurada no mês passado. Para agosto, a previsão é de um crescimento de 2%.

Um funcionário do ministério observou que, embora esteja aumentando, a produção ainda não se recuperou plenamente das catástrofes de março e está 5,3% abaixo do nível de fevereiro.

Inflação

O núcleo do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) do Japão subiu 0,4% em junho, na comparação com o mesmo mês do ano passado, na terceira alta mensal consecutiva, segundo informou o governo japonês.

A expectativa do mercado era de uma alta de 0,5%. O núcleo do índice exclui os preços dos alimentos frescos, mas inclui os de energia.

Fonte: Agência Estado com informações da Dow Jones.

Produção de veículos deve se normalizar nos próximos meses no Japão

Aumento na produção é para compensar o atraso provocado pela paralisação após o terremoto de 11 de março

Enfim, uma boa notícia. As montadoras anunciaram que a produção de carros deve se normalizar nos próximos meses, mesmo com o racionamento de energia em boa parte do país. A Toyota disse que vai contratar de 3 a 4 mil trabalhadores a partir de julho. De acordo com Hello Work de Toyota (Aichi), essas vagas não estão disponíveis para os estrangeiros, mesmo assim, os trabalhadores brasileiros podem ser beneficiados. 

Quem explica é Ricardo Koike, dono de uma empreiteira na região. “O histórico demonstra que a Toyota Jidousha diretamente não contratava estrangeiros, mas ao redor delas, as fábricas que prestam serviços para ela, sim. Então não só o setor automotivo, mas em geral, a economia vai se desenvolver”, analisa. 

Esse aumento na produção seria para compensar o atraso provocado pela paralisação após o terremoto de 11 de março. Depois desse pico, o ritmo vai depender do que ocorrer também na economia mundial. 

Quem também quer pegar carona nessa retomada e aumentar as vendas é o comércio. Joana Inoue tem uma lanchonete no conjunto residencial Homi Danchi, e espera o retorno da clientela. Ela afirma que depois do terremoto, as vendas caíram cerca de 40%. “Anima bastante. Todo mundo começa a trabalhar. Os brasileiros estão bastante tristes, sem trabalho, e sem dinheiro”, comenta. 

Além da Toyota, outras cinco grandes empresas anunciaram que vão contratar mais trabalhadores nos próximos meses. A Honda pretende abrir mil novos postos de trabalho no mês que vem. A Nissan e a Isuzu vão contratar 200 pessoas até o final de julho. 

Mais quatrocentas vagas serão abertas pela Fuji Heavy também até o final do próximo mês. 

O mesmo prazo em que a Mitsubishi Fuso planeja contratar 100 trabalhadores. E em outubro, a Mitsubishi pretende abrir mais 500 vagas. Mesmo que, temporárias, essas contratações podem estimular o consumo, o que colabora para o crescimento de outros setores. 

Previsão de contratação Previsão de recuperação da produção
Toyota 3.000 a 4.000

a partir de meados de julho

Em julho, deve voltar ao mesmo nível de antes de 11/3
Honda 1.000 a partir de julho Quase normalizada no final de junho
Nissan 200 até final de julho Quase normalizada no início de junho
Mitsubishi 500 a partir de outubro Quase normalizada no final de junho
Fuji Heavy Industries 400 a partir de setembro Aumento a partir de outubro
Isuzu 200 a partir de junho Normalizada em junho
Mitsubishi Fuso 100 até final de julho Normalizada em junho
Fonte: IPC Digital

Escassez energética muda turnos e férias nas empresas do Japão

Madrugar mais, ampliar as férias de verão e reduzir o ar condicionado são algumas propostas das grandes empresas do Japão para, no meio da crise nuclear, enfrentar a escassez energética durante os meses de maior calor.

O terremoto e tsunami de 11 de março causaram graves danos à planta de Fukushima Daiichi e paralisaram outras usinas nucleares e térmicas que geram eletricidade para os mais de 30 milhões de habitantes da área metropolitana de Tóquio e áreas contíguas.

Por causa dos problemas nas plantas cresce o temor de uma grave escassez de até 12 milhões de quilowatts nos quentes e úmidos meses de julho, agosto e setembro, época em que o consumo energético atinge o pico.

Nas circunstâncias atuais, uma demanda excessiva poderia gerar blecautes maciços, o que representaria um sério revés à terceira economia mundial, já abalada pela catástrofe com danos estimados em 200 bilhões de euros.

Por esse motivo, o Governo insiste na necessidade de economizar eletricidade: às grandes corporações pediu redução no consumo em torno de 25%, às pequenas empresas 20% e aos lares 15% nos meses estivais.

O pedido ainda não é oficial, mas muitas das grandes empresas japonesas já traçam estratégias de economia. Cogitam desde diminuir o número de dias trabalhados no verão até a mudança de horário e, inclusive, do estilo de vida de seus funcionários.

A Sony, por exemplo, pode solicitar aos colaboradores que antecipem seus despertadores para chegarem mais cedo às fábricas para aproveitar ao máximo a luz do sol no Japão, um país que mantém o mesmo horário durante o ano todo.

A empresa, que após o terremoto suspendeu temporariamente a produção em cinco de suas unidades pela falta de componentes, estuda dar duas semanas de férias de verão aos funcionários em troca de uma redução dos feriados ao longo do ano.

Por sua vez, a Toshiba também prevê dar mais dias livres no verão aos colaboradores, além da possibilidade de organizar turnos rotativos e horários diferenciados para equilibrar as horas de consumo.

O braço japonês da multinacional americana Hewlett Packard anunciou que otimizará os sistemas de ar condicionado em suas salas de servidores em todo o Japão, já que representam o principal foco de consumo energético da companhia.

Só com esta medida, a empresa prevê economizar entre 5% e 10% de eletricidade com relação ao verão passado, informou nesta quinta-feira o jornal econômico “Nikkei”.

A gigante do setor automobilístico Toyota, outra das grandes afetadas pelas interrupções na cadeia de abastecimento após o terremoto, estuda escalonar sua produção para economizar energia e, inclusive, pediu a todos os fabricantes japoneses de motor que coordenem esforços neste sentido.

A empresa operadora da maltratada planta de Fukushima, TEPCO, aplicou cortes de luz rotativos em Tóquio e arredores nos dias posteriores ao terremoto, quando fez um chamado à economia de energia, o que a maioria dos japoneses atendeu com todo rigor.

Às iniciativas empresariais se somarão aos esforços das próprias famílias japoneses. Os analistas lembram a estas que uma diferença de só um grau no ar condicionado pode levar a uma economia de até 10%.

Também cresceram as vendas de lâmpadas de baixo consumo, segundo fontes do setor, e, no meio do debate sobre a energia nuclear, aumentaram de forma considerável os preços dos metais raros utilizados em energias alternativas.

Conforme o jornal “Nikkei”, os preços do gálio e do índio, dois elementos utilizados nas placas fotovoltaicas, cresceram 50% com relação a dezembro, enquanto a de outros como o neodímio, usado para as turbinas eólicas, teve aumento de 30% só no último mês.
Fonte: G1 com EFE

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Toyota vai retomar produção no Japão, mas com capacidade reduzida

Segundo a companhia, medida será tomada entre os dias 18 e 27 de abril.
Fornecimento de peças foi prejudicado pelo terremoto de 11 de março.

A Toyota Motor anunciou, nesta sexta-feira (8), que vai retomar a produção de todas as fábricas no Japão, no entanto, com a capacidade reduzida pela metade. De acordo com a companhia, a medida será tomada entre os dias 18 e 27 de abril. A produção da fabricante japonesa foi interrompida no dia 14 de março por causa do terremoto seguido de Tsunami que atingiu o país no dia 11 de março.

De acordo com o presidente da Toyota Mercosul, Shunichi Nakanishi, nenhuma fábrica da Toyota no Japão foi atingida pelo terremoto. No entanto, segundo ele, foram os problemas logísticos, a necessidade de racionamento de energia, a redução do fornecimento de peças e o impacto psicológico nos funcionários que fizeram com que a montadora parasse a produção.

Segundo o executivo, os fornecedores que trabalham dentro das próprias fábricas (conhecidos como sistemistas) não foram afetados. Já os fornecedores secundários (que fornecem para os sistemistas), enfrentam problemas.

Foto desta segunda-feira (4) do pátio da Toyota Motor no Porto de Sendai mostra carros destruídos pelo tsunami  (Foto: Eugene Hoshiko/AP)
Foto desta segunda-feira (4) do pátio da Toyota Motor no Porto de Sendai
mostra carros novos destruídos pelo tsunami
Foto: Eugene Hoshiko/AP; Fonte: Auto Esporte
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Kodomo Teate gera polêmica entre governo central e governadores

Três governadores alegam que o governo central quer empurrar parte do custo do Kodomo Teate para as províncias

O orçamento para o pagamento do Kodomo Teate no ano fiscal de 2011, que começa em abril, vem gerando controvérsias entre o governo Naoto Kan e os governadores de algumas províncias.

O Gabinete rejeitou na sexta-feira (4) o pedido do governador de Kanagawa, Shigefumi Matsuzawa, para que o governo reveja a posição de dividir parte do custo do Kodomo Teate (Ajuda às Crianças) com os governos das províncias, informou a imprensa japonesa.

Matsuzawa entregou o pedido ao ministro do Interior e das Comunicações, Yoshihiro Katayama, em dezembro de 2010, mas o gabinete só se definiu agora, quase dois meses depois. No entanto, segundo Katayama, o governo não está empurrando nenhum encargo extra para as províncias.

Gunma já havia rejeitado assumir parte da carga dos custos do subsídio em 28 de janeiro e Saitama no último dia 2.

A rejeição dos governos das províncias de Kanagawa, Gunma e Saitama tem o apoio do Novo Partido Komeito (NPK). Segundo o NPK, o governo quer empurrar parte do custo para as provincias porque está muito endividado.

Os governadores de Kanagawa e Saitama não estão filiados a partidos e o governador de Gunma é membro do Partido Liberal Democrata (PLD) de oposição.

Ainda na sexta-feira (4), o presidente do PLD, Sadakazu Tanigaki, recebeu prefeitos de Hyogo e Mie pedindo para o que partido impeça a aprovação na Câmara Alta do projeto de orçamento que dividiria a carga do pagamento do subsídio com as províncias.

O governo planeja aumentar o Kodomo Teate dos atuais 13 mil ienes para 20 mil ienes no próximo ano fiscal que começa em abril de 2011. No entanto, se a medida for aprovada, só atingirá as crianças até 2 anos e 11 meses de idade. Para as crianças de 3 até 15 anos de idade, os valores não mudarão, ou seja, permanecerão ganhando 13 mil ienes mensais.

A partir de abril de 2011, o pagamento do Kodomo Teate para os pais que têm filhos vivendo fora do Japão será suspenso.
Fonte: IPC Digital

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