Japão adota diretrizes para reduzir horas extras nos setores da construção e transporte

Os trabalhadores nos 2 setores trabalham horas mais longas em comparação a outros em meio à grave escassez de mão de obra

construçãocivil
Na segunda-feira (28), o governo adotou diretrizes que visam lidar com as longas horas de trabalho nas indústrias da construção e transporte, divulgou a reportagem do Jiji Press.

Trabalhadores nos 2 setores trabalham horas mais longas em comparação a outros em meio à grave escassez de mão de obra.

As diretrizes pedem às empresas de construção que garantam 2 dias de folga por semana para os trabalhadores.

Para a indústria de transportes, as regras buscam penalidades administrativas mais rigorosas, incluindo ordens de suspensão de negócios mais longas, sobre operadoras que fazem motoristas trabalharem longas horas ilegalmente.

As diretrizes também pedem por apoio das empresas de transporte que visam mecanizar suas operações, incluindo a introdução de empilhadeiras para carregamento e descarregamento de carga, em um esforço para ajudar a reduzir as horas de trabalho.

“Esse é o primeiro passo para corrigir as longas horas de trabalho” nas 2 indústrias, disse o vice- secretário chefe do gabinete Kotaro Nogami sobre as diretrizes.

O governo japonês impôs um limite de 100 horas por mês em um plano de ação para sua reforma de estilo de trabalho adotada em março. Para as indústrias da construção e do transporte foram dados 5 anos para implementar o plano.
Fonte: Portal Mie com Japan Times, Jiji

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Oferta de empregos no Japão: maior índice em 43 anos

Há setores com escassez de trabalhadores, especialmente relacionadas à indústria automobilística
oferta de vagas
O índice de oferta de vagas de emprego subiu 0,2% em relação ao mês anterior, mas teve uma alta significativa na história. De acordo com a divulgação feita pelo Ministério da Saúde, Trabalho e Bem Estar, o índice foi de 1,51. Ou seja, há muito mais oferta de vagas do que procura.

Esse índice é o maior em 43 anos e 4 meses. O último registrado foi de 1,53 em 1974. Como sempre a comparação recai com o período da bolha econômica, quando havia fartura de vagas, o país pode comemorar o feito.

As províncias que mais necessitam de mão de obra são Fukui (2,09), Tóquio (2,08) e Ishikawa (1,92).

Por outro lado, as 3 províncias que apresentaram os menores índices foram Hokkaido (1,08), Kochi (1,13) e Kanagawa (1,16). No entanto, o índice foi acima de 1 em todas as províncias, anunciou o Nikkei Shimbun.

Aumento de ofertas e queda de desemprego
Houve aumento na oferta de novas vagas em relação à mesma época do ano anterior, em 6,3%. Os setores que mais necessitam contratar são:

  • Indústria da transformação: 14,2%
  • Transporte e entrega de mercadoria: 11,1%
  • Construção civil: 7,6%

De acordo com o boletim do ministério, “vendo a partir de que o setor produtivo relacionado à indústria automotiva está favorável, o número de ofertas de vagas continua em crescimento. O ambiente para as contratações está melhorando e progredindo firmemente”, ressaltou.

Segundo a TBS, o Ministério dos Assuntos Internos e Comunicações anunciou que o relatório da empregabilidade apresentou 03,% de queda no desemprego, no mês passado. Atualmente, o índice é de 2,8%.
Fonte: Portal Mie com NHK, TBS e Nikkei Shimbun

Brasileiros residentes no exterior podem se inscrever para o Encceja 2017 até 17 de julho

Encceja2017
As inscrições para o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) 2017 para brasileiros residentes no exterior estão abertas até 17 de julho, às 23h59 (Horário de Brasília). O Encceja é uma oportunidade para jovens e adultos que não terminaram seus estudos na idade regular e querem obter o certificado de conclusão do ensino fundamental ou do ensino médio. As inscrições são gratuitas.

O Encceja Exterior 2017 será aplicado em 10 de setembro, nos Estados Unidos (Boston, Nova Iorque e Miami); Bélgica (Bruxelas); Guiana Francesa (Caiena); Portugal (Lisboa); Suíça (Genebra); Espanha (Madri); Reino Unido (Londres); França (Paris), Holanda (Amsterdã) e Japão (Nagóia, Hamamatsu e Ota). Haverá, ainda, aplicação para pessoas privadas de liberdade (PPL) em Tóquio (Japão) e em Caiena (Guiana Francesa). O Encceja Exterior PPL 2017 será aplicado entre 11 e 22 de setembro.

Para a certificação do ensino fundamental o participante deve ter 15 anos completos na data da realização da prova. Para a certificação do ensino médio a idade é de pelo menos 18 anos na data da prova. O Encceja Exterior é aplicado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) em parceria com o Ministério das Relações Exteriores, por meio das representações diplomáticas do Brasil nos locais de aplicação.

Como se inscrever – A inscrição deve ser feita, exclusivamente, pelo endereço eletrônico sistemasEncceja2.inep.gov.br/exterior. No caso do Encceja Exterior PPL as inscrições são feitas em um sistema específico, no endereço sistemasencceja2.inep.gov.br/exteriorPPL. A inscrição para pessoas privadas de liberdade é de responsabilidade dos próprios consulados em Tóquio e em Caiena, onde haverá aplicação.

Os interessados em participar devem informar o CPF e a data de nascimento na inscrição. As necessidades de atendimento especializado (baixa visão, deficiência física, dislexia) e atendimento específico (gestante, lactante, idoso) também devem ser informadas durante a inscrição. É preciso optar pelo nível de ensino para o qual o participante busca a certificação. O passo seguinte é indicar quais provas deseja realizar.

Pessoas que obtiveram uma declaração parcial de proficiência em edições anteriores do Encceja (no caso do ensino fundamental), ou Encceja e Enem (no caso do Ensino Médio) não precisam refazer a prova na qual já obtiveram nota mínima. O certificado, entretanto, só é emitido quando o participante conseguir as notas mínimas exigidas em todas as provas. O processo de inscrição inclui, ainda, um questionário sócio-econômico.

Especificidades – Pessoas que fizeram edições do Encceja Exterior antes de 2014 e conseguiram a nota mínima para uma declaração parcial de proficiência em alguma prova devem informar o número de passaporte usado na inscrição da edição na qual obteve o resultado. Dessa forma será possível ser dispensado da prova da qual já se tem o resultado exigido.

Estrutura da Prova – Para certificação do ensino fundamental o participante faz provas de Ciências Naturais, História e Geografia (matutino), além de Língua Portuguesa, Língua Estrangeira Moderna, Artes, Educação Física e Redação; e Matemática (vespertino). Para a certificação do ensino médio as provas são de Ciências da Natureza e suas Tecnologias e Ciências Humanas e suas Tecnologias (matutino); além de Linguagens e Códigos e suas Tecnologias e Redação e Matemática e suas Tecnologias (vespertino). Cada prova tem 30 questões de múltipla escolha com quatro alternativas de resposta.

Clique aqui para acessar o edital do Encceja Exterior 2017
Clique aqui para fazer inscrição para o Encceja Exterior 2017
Clique aqui para fazer inscrição para o Encceja Exterior 2017 PPL
Clique aqui para mais informações sobre o Encceja Exterior 2017 em Nagoia
Fonte: Consulado-Geral do Brasil em Nagoya

Palestra sobre Saque de Contas Inativas do FGTS em Hamamatsu

Palestra especial sobre saques de contas inativas do FGTS e outros temas no dia 2 de julho

Saque de Contas Inativas do FGTS
Uma palestra acontecerá em Hamamatsu, organizada pela HICE abordando sobre FGTS – como sacar de contas inativas e dúvidas em geral sobre procedimentos no Consulado.

Uma excelente oportunidade de tirar dúvidas de temas importantes para os brasileiros no Japão.

Data: 2 de julho, domingo, das 14h às 16h
Local: Centro Intercultural de Hamamatsu (Create Hamamatsu 4º andar)
Palestrantes:
Sr. André Maebashi – Superintendente da Caixa Econômica Federal
Sr. José Acioli – Vice-Cônsul do Brasil em Hamamatsu
Inscrições: 053-458-2170 (HICE – atendimento em português de terça a domingo, das 9h às 17h)

Informações:
HICE – Hamamatsu Foundation for International Communication and Exchange
Tel: 053-458-2170 Fax: 053-458-2197
Fonte: Portal Mie

Produção nas fábricas no Japão está aumentando

Exportações e investimentos ligados às Olimpíadas de Tóquio contribuem para o aumento da produção em fábricas no Japão

producao nas fabricas
A produção em fábricas no Japão teve um aumento de 4% em abril em comparação ao mês anterior, mostraram dados oficiais na quarta-feira (31), indicando que a terceira maior economia do mundo está finalmente observando uma expansão moderada.

No entanto, o número teve uma ligeira queda das expectativas de mercado de um aumento de 4.2% e veio um dia após dados terem mostrado que a demanda do consumidor continua lenta, apesar dos esforços do governo em estimular o consumo.

A leitura positiva ocorre após uma queda de 1.9% da produção em fábricas no mês de março, de acordo com dados divulgados pelo Ministério da Economia, Comércio e Indústria.

O ministério também revisou para cima sua perspectiva para a produção em fábricas no mês de maio, e o Japão espera que a produção industrial aumente 1.8% em junho.

“Os números mostram que a produção seria forte no trimestre abril-junho, sustentando a perspectiva de que a economia do Japão está no caminho da recuperação”, disse Yoshiki Shinke, economista-chefe na Dai-ichi Life Research Institute, à AFP.

A perspectiva do Japão vem melhorando com o apoio de fortes exportações, com investimentos ligados à Olimpíadas de Tóquio em 2020 dando um impulso no processo.
Fonte: Portal Mie com Japan Today

Meio milhão de imigrantes por ano para resolver a falta de mão de obra no Japão

falta de mao de obra

O primeiro-ministro do Japão Shinzo Abe, está se esforçando para combater o alarmante declínio demográfico de sua nação: promover robôs e outras tecnologias que aumentam a produtividade, trazendo mais mulheres para a força de trabalho, abrindo ainda mais a porta para os estrangeiros. No entanto, ele precisa se esforçar ainda mais, especialmente quando se trata de imigração.

As empresas japonesas já relatam que não conseguem encontrar pessoas para contratar e que o futuro provavelmente não melhorará – os pesquisadores do governo esperam que a população do país caia em quase um terço até 2065, altura em que cerca de 40% serão idosos . Haverá 1,3 trabalhadores para cada pessoa com mais de 65 anos, em comparação com 2,3 em 2015.

Os pesquisadores dizem que para manter a população atual, o Japão teria que deixar entrar mais de meio milhão de imigrantes por ano. Em uma sociedade tão insular e homogênea como o Japão, qualquer aumento seria uma ordem muito alta.
Isso não quer dizer que nada pode ser feito. Abe, apesar dos recentes escândalos, continua a ser o líder japonês mais poderoso em anos. Ele tem poucos rivais dentro ou fora do Partido Liberal Democrático, e ele mostrou que pode ser ousado quando as apostas são suficientemente elevadas – na revisão da postura militar do Japão, por exemplo, e em fazer concessões para fazer avançar o acordo comercial Trans-Pacífico .

mao de obra estrangeira

Ele agora precisa persuadir o Japão de que uma imigração substancialmente maior é uma necessidade vital. Até agora, os movimentos para aumentar o influxo foram mascarados – por exemplo, trazendo mais trabalhadores estrangeiros de baixa qualificação sob um programa de treinamento chamado de expansão (um dispositivo que, aliás, facilitou o abuso). Um programa supervisionado de trabalhadores convidados é o mínimo necessário, e deve incluir um caminho para a residência permanente. Uma vez que o objetivo é reconhecido abertamente, o governo também pode investir mais em programas de idiomas e outras medidas para ajudar os recém-chegados a se integrar.

O Japão deve dar boas-vindas aos estudantes universitários estrangeiros que querem permanecer e trabalhar após a graduação, e incentivar migrantes hábeis. Em alguns casos, reduzir as barreiras para a entrada será crucial: aliviar a escassez aguda de trabalhadores para cuidar dos idosos, por exemplo, significa redesenhar os testes considerados difíceis para os enfermeiros estrangeiros.
Uma mudança cultural mais ampla também é necessária. O Japão deve adotar uma perspectiva menos insular e incentivar o uso do inglês em negócios e outras interações.

A complacência é algo que o Japão não pode pagar. Se o país não consegue enfrentar o desafio demográfico, está condenado a declinar. Para continuar próspero, o Japão terá que mudar.
Fonte: IPC Digital

Número de brasileiros no Japão sobe pela primeira vez desde crise de 2008

Houve um aumento de 4,3% no ano passado, para 180.923 pessoas
brasileiros no japao2

Pela primeira vez desde a crise financeira de 2008, o número de brasileiros residentes no Japão apresentou crescimento.

Segundo dados divulgados pelo Ministério da Justiça do Japão na última sexta-feira (17), o total de brasileiros registrados até dezembro de 2016 era de 180.923. Este resultado representa alta de 4,3% da comunidade residente no país se comparado a 2015.

Os brasileiros são a quinta maior comunidade estrangeira atrás de chineses, coreanos, filipinos e vietnamitas. Dessas comunidades, apenas a coreana apresentou redução (1%), com destaque para a vietnamita cujo total subiu 36,1%, somando 199.990 residentes. Outra comunidade que apresentou forte aumento foi a nepalesa, com 23%.

A alta no número de brasileiros no Japão mostra que o movimento dekassegui, caracterizado pela entrada e saída no país de descendentes de japoneses para trabalhar, depende muito da situação econômica dos países relacionados.

Um brasileiro residente no Japão, devido a sua relação de instabilidade de trabalho, portador de contrato temporário, pode voltar a engrossar o contingente que sai e retorna ao arquipélago constantemente.

Da mesma forma, uma crise sócio-econômica no Brasil pode atrair novamente para o Japão os descendentes lá residentes. A oferta de mão de obra nos dois lados também pesa muito na flutuação dos números. Caso o visto para yonsei (quarta geração) seja liberado, será muito difícil dar como acabado o movimento dekassegui.

Ainda segundo os dados divulgados pelas autoridades migratórias japonesas, o número total de residentes estrangeiros no Japão subiu 6,7% em 2016, somando 2.382.822 pessoas.

A maioria dos vistos de permanência e trabalho no país apresentaram aumento, com destaque para os vistos concedidos aos estrangeiros que possuem alta qualificação profissional. Este tipo de permissão de estadia e trabalho foi criado em 2015, apresentando aumento de 149% em 2016.

Outro tipo de visto que cresceu muito foi o concedido ao pessoal da área médica. Tóquio é a província onde residem mais estrangeiros, seguida de Aichi, Osaka e Kanagawa.

Nos próximos dias, o Ministério da Justiça do Japão deve divulgar o número de brasileiros por província, idade e gênero.

Número de brasileiros residentes no Japão
2007 – 313.771
2008 – 309.448
2009 – 264.469
2010 – 228.702
2011 – 209.265
2012 – 190.609
2013 – 181.317
2014 – 175.410
2015 – 173.437
2016 – 180.923
Fonte: Alternativa com Ministério da Justiça do Japão