Japão começa a ficar menos atrativo para trabalhadores asiáticos, diz jornal

A diferença de salário entre o Japão e os países vizinhos diminuiu em relação ao dólar

trabalhador asiáticoCom o crescimento econômico de países asiáticos e por causa de fatores cambiais, o Japão está deixando de ser um destino atrativo para trabalhadores estrangeiros de baixa qualificação, revelou uma recente reportagem do jornal de negócios Nihon Keizai.

Até o fim deste ano, o governo prevê que o número de trabalhadores estrangeiros no Japão ultrapasse a marca de 1 milhão, mas esta tendência de crescimento pode ter chegado ao seu limite, mesmo se o país resolvesse encarar uma mudança na política de imigração, de acordo com a análise do jornal.

Com o custo de vida mais baixo e melhores condições de trabalho, Coreia do Sul e Taiwan estão ganhando rapidamente vantagem sobre o Japão na contratação de mão de obra estrangeira. Na última década, Taiwan teve um aumento de 80% no número de trabalhadores estrangeiros, enquanto a Coreia do Sul ultrapassou o Japão.

Ganhos reais similares
O aumento de salários e benefícios na China, provocados por uma ampla reforma trabalhista, também estão desmotivando os chineses a deixaram o país em busca de trabalho. De acordo com dados do governo chinês, a média salarial na cidade de Xangai em 2014 foi de 5.541 yuans (cerca de ¥88.000) com tendência de aumento em 2015.

Salários melhores na China também estão influenciando a área rural do Japão, onde a queda da população ativa está causando sérios problemas para a economia local.

Na província de Ehime, onde os chineses chegaram a representar mais de 70% dos trabalhadores estrangeiros, o salário mínimo de ¥110 mil para trabalhos rurais de tempo integral é similar à média salarial de áreas urbanas da China.

Para compensar a queda no número de chineses na província, uma associação local fechou um acordo com o governo de Mianmar para a vinda de estagiários.

A diferença de salário entre o Japão e seus vizinhos também diminuiu em relação ao dólar. Usando a cotação de janeiro, quando o iene sofreu depreciação, o salário mínimo de Tóquio (¥907 por hora) chegou a se igualar ao de Seul.

Visto em outros países
Enquanto o Japão restringe a entrada de mão de obra estrangeira desqualificada, a Coreia do Sul aceita esse tipo de trabalhador para suprir a demanda de determinados setores da economia. Em 2016, o país prevê a entrada de 58 mil estrangeiros sem qualificação profissional.

Na Coreia do Sul, estrangeiros com baixa qualificação recebem o visto “E-9” com permanência máxima de 4 anos e 10 meses. Se o estrangeiro adquirir algum tipo de qualificação durante este período, ele é promovido para a categoria “E-7”, que lhe permite renovação de visto de acordo com o contrato de trabalho.

Em Taiwan, trabalhadores estrangeiros não qualificados podem permanecer por até 12 anos no país.
Fonte: Alternativa

Japão começa a ficar menos atrativo para trabalhadores asiáticos, diz jornal

A diferença de salário entre o Japão e os países vizinhos diminuiu em relação ao dólar

Com o crescimento econômico de países asiáticos e por causa de fatores cambiais, o Japão está deixando de ser um destino atrativo para trabalhadores estrangeiros de baixa qualificação, revelou uma recente reportagem do jornal de negócios Nihon Keizai.

Até o fim deste ano, o governo prevê que o número de trabalhadores estrangeiros no Japão ultrapasse a marca de 1 milhão, mas esta tendência de crescimento pode ter chegado ao seu limite, mesmo se o país resolvesse encarar uma mudança na política de imigração, de acordo com a análise do jornal.

Com o custo de vida mais baixo e melhores condições de trabalho, Coreia do Sul e Taiwan estão ganhando rapidamente vantagem sobre o Japão na contratação de mão de obra estrangeira. Na última década, Taiwan teve um aumento de 80% no número de trabalhadores estrangeiros, enquanto a Coreia do Sul ultrapassou o Japão.

Ganhos reais similares
O aumento de salários e benefícios na China, provocados por uma ampla reforma trabalhista, também estão desmotivando os chineses a deixaram o país em busca de trabalho. De acordo com dados do governo chinês, a média salarial na cidade de Xangai em 2014 foi de 5.541 yuans (cerca de ¥88.000) com tendência de aumento em 2015.

Salários melhores na China também estão influenciando a área rural do Japão, onde a queda da população ativa está causando sérios problemas para a economia local.

Na província de Ehime, onde os chineses chegaram a representar mais de 70% dos trabalhadores estrangeiros, o salário mínimo de ¥110 mil para trabalhos rurais de tempo integral é similar à média salarial de áreas urbanas da China.

Para compensar a queda no número de chineses na província, uma associação local fechou um acordo com o governo de Mianmar para a vinda de estagiários.

A diferença de salário entre o Japão e seus vizinhos também diminuiu em relação ao dólar. Usando a cotação de janeiro, quando o iene sofreu depreciação, o salário mínimo de Tóquio (¥907 por hora) chegou a se igualar ao de Seul.

Visto em outros países
Enquanto o Japão restringe a entrada de mão de obra estrangeira desqualificada, a Coreia do Sul aceita esse tipo de trabalhador para suprir a demanda de determinados setores da economia. Em 2016, o país prevê a entrada de 58 mil estrangeiros sem qualificação profissional.

Na Coreia do Sul, estrangeiros com baixa qualificação recebem o visto “E-9” com permanência máxima de 4 anos e 10 meses. Se o estrangeiro adquirir algum tipo de qualificação durante este período, ele é promovido para a categoria “E-7”, que lhe permite renovação de visto de acordo com o contrato de trabalho.

Em Taiwan, trabalhadores estrangeiros não qualificados podem permanecer por até 12 anos no país.
Fonte: Alternativa

Curso de assistência a idosos para estrangeiros terá inscrições abertas em Hamamatsu

As aulas são gratuitas, mas o aluno precisará pagar o material didático

cuidador de idososO governo da província de Shizuoka, através do Colégio Técnico de Hamamatsu, vai promover um curso intensivo voltado especificamente a estrangeiros para formar assistentes de idosos, a partir de 2 de agosto, em um período de quatro meses (74 dias ou 438 horas).

As inscrições começam na próxima segunda-feira, dia 13, e podem ser feitas até 12 de julho. Há vagas para somente 12 pessoas que forem aprovadas em um exame de seleção.

Só podem participar estrangeiros que estão procurando emprego e possuem cartão de registro do Hellowork. O curso terá aulas relacionadas à geriatria, comunicação com idosos, noções de saúde e outros assuntos.

Além da área de assistência, os alunos aprenderão sobre costumes trabalhistas e como preencher um currículo. Os professores são japoneses, mas os alunos terão a ajuda de intérpretes para poder acompanhar as matérias.

A prova de seleção será realizada no dia 21 de julho, no Colégio Técnico de Hamamatsu, com leitura e escrita de hiragana e katakana, redação (propósito dos candidatos) e entrevista.

O curso em si é gratuito, mas o aluno precisará pagar apenas o material didático no valor de ¥12.420, seguro de ¥500 a ¥900 e exame médico de ¥1.800. Outras informações podem ser obtidas em português pelo telefone 053-462-5602.
Fonte: Alternativa

Panasonic vai começar a investir em baterias para carro elétrico da Tesla

Companhia japonesa planeja contribuir com cerca de 1,6 bilhão de dólares

carro elétrico da TeslaA japonesa Panasonic está pronta para levar adiante seu investimento na fábrica de baterias da Tesla, se for necessário atingir a demanda para o próximo sedã Model 3 da montadora de carros elétricos.

"Nós faremos nosso melhor para adiantar o prazo se necessário", disse o chefe da divisão de sistemas automotivos e industriais da Panasonic, Yoshio Ito, a repórteres em uma reunião na sexta-feira.

A Panasonic planeja contribuir com 1,6 bilhão de dólares para a fabrica "Gigafactory" da Tesla, de 5 bilhões de dólares, em etapas, nos próximos anos. A produção de baterias deve começar ainda este ano.

Um desenvolvimento mais rápido da fábrica de baterias seria crucial, com a Tesla dizendo que atenderia à demanda acentuada pelo Model 3 equipando suas fábricas para construir 500 mil veículos ao ano em 2018, dois anos antes do planejado.

Fornecedores e consultores disseram à Reuters que a aceleração nos planos para aumentar a velocidade do lançamento da produção do Model 3 em larga escala até 2018 seria difícil de atingir e possivelmente custaria muito caro.

Ito não quis comentar se a meta da Tesla é alcançável. "Nós só não queremos ser um gargalo", disse.
Fonte: Alternativa

Japão dá início a programa para aumentar número de trabalhadores efetivos

Atualmente, 40% do contratos de trabalho feitos no país são temporários

trabalhador efetivo japaoEntrou um vigor em abril o Programa de Melhoria e Conversão para o Trabalho Integral, projeto do governo japonês que tem como objetivo incentivar as empresas a efetivarem seus trabalhadores temporários e oferecerem novos postos de trabalho com contrato efetivo.

A medida foi aunciada em janeiro, mas só entrou em vigor no mês passado, quando começou o ano fiscal japonês. O programa deve durar cinco anos, terminando em março de 2021.

Segundo o Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-estar Social, os trabalhadores efetivos têm salários mais altos e melhores condições de trabalho se comparados aos trabalhadores temporários.

Além disso, os trabalhadors efetivos recebem qualificação profissional na empresa em que trabalham. Com a queda da população local, o governo japonês acredita que qualificar os trabalhadores temporários para que eles sejam efetivados pelas empresas, dando-lhes estabilidade e mais poder aquisitivo, seria uma das soluções para impulsionar a produtividade no local de trabalho e melhorar o consumo interno.

Outro objetivo do Ministério é oferecer melhor qualificação aos jovens trabalhadores que buscam seu primeiro emprego, para que sua contratação como efetivo seja mais rápida.

Para concretizar o programa, o governo quer que o sistema Hello Work ou as Agências Públicas de Emprego busquem entre os empregadores novas ofertas de trabalho com contrato efetivo.

As Agências oferecerão também maior número de cursos de formação profissional para quem não está empregado e para quem já está. As associações de empregadores também serão incentivadas a orientarem suas empresas filiadas a efetivarem seus empregados.

O orçamento para o primeiro ano do “Programa de Melhoria e Conversão para o Trabalho Integral” é de ¥600 milhões.

Atualmente, 40% do contratos de trabalho no Japão são temporários. Desse total, 70% se referem ao sexo feminino.
Fonte: Alternativa

Japão: trabalhadores efetivos têm aumento salarial; negociação não afeta temporários

Segundo a Keidanren, os salários subiram em média 2,19%, ou ¥7.174

trabalhador efetivo no japaoA Federação das Organizações Empresariais do Japão (Keidanren) divulgou na última segunda-feira um relatório sobre o aumento salarial concedido aos trabalhadores efetivos (seishain, 正社員) relativo ao ano de 2016.

Segundo a Keidanren, os salários subiram em média 2,19%, ou ¥7.174. O resultado ficou abaixo do aumento médio concedido em 2015, quando os trabalhadores receberam 2,51% de aumento, ou ¥8.157.

O relatório é resultado de pesquisa elaborada pela Keidanren junto a 249 empresas presentes na Bolsa de Valores de Tóquio e que possuem mais de 500 funcionários. Dessas, somente 62 responderam o relatório de forma detalhada e completa.

A pesquisa dividiu os trabalhadores em 15 diferentes categorias. O aumento mais alto foi conquistado pelos químicos, no valor de ¥ 10.242, ou 3,29% de alta, seguido da indústria automobilística, com ¥8.200, ou 2,37%. Em terceiro aparece a construção naval, com ¥7.461, ou 2,41% de aumento. Setores como os de transporte e eletroeletrônico não atenderam as reivindicações salarais dos trabalhadores.

O aumento foi fruto do “Shunto”, ou Campanha Salarial da Primavera, desencadeada pelas centrais sindicais no país anualmente entre fevererio e março. Os aumentos são concedidos antes do fechamento do ano fiscal japonês, que ocorre no final de março.

Apesar do anúncio, a alta não terá grande impacto na economia, já que as médias e pequenas empresas são as que mais empregam no país. Os funcionários dessas empresas não obtiveram aumentos, assim como os trabalhadores temporários.
Fonte: Alternativa

Carros no Japão serão obrigados a ter faróis que acendem sozinhos antes de escurecer

Governo estuda medida como estratégia para reduzir o número de acidentes

faróis que acendem sozinhosPara reduzir o número de acidentes de trânsito no horário do pôr do sol, o Ministério da Terra, Infraestrutura, Transporte e Turismo deve obrigar fabricantes de automóveis a instalar faróis automáticos nos veículos novos, informou o jornal Mainichi nesta quarta-feira (13).

O Ministério irá discutir o assunto com outras esferas do governo japonês na Assembleia de Medidas Políticas para Trânsito, que será realizada na próxima terça-feira (19). Na reunião, serão discutidos os critérios para a iluminação automática e quando essa medida deve entrar em vigor.

Após a conclusão do assunto, os critérios de segurança da Lei de Tráfego de Veículos serão reformulados de acordo com as novas determinações. A princípio, a medida deve valer apenas para veículos novos de quatro rodas.

Os faróis automáticos, conhecidos como “auto light”, funcionam através de um sensor que detecta a iluminação do local. Os faróis acendem quando a iluminação está baixa e apagam em momentos de muita claridade, sem necessidade do comando manual do motorista.

Em 2011, a União Europeia (EU) implantou a medida obrigatória aos veículos novos no continente. Porém, de acordo com a Federação Automobilística do Japão (JAF), apenas 30% dos veículos no país tinham essa opção em agosto de 2014.

Acidentes no pôr do sol
Dados da Agência Nacional de Polícia mostram que 4.113 pessoas morreram em acidentes de trânsito no ano de 2014 no Japão. Deste número, 535 mortes teriam ocorrido entre uma hora antes e uma depois do pôr do sol.

Segundo o Instituto de Pesquisa e Análise de Dados de Acidentes de Trânsito, localizado em Tóquio, houve 40 casos de acidentes ocorridos na última hora antes do pôr do sol. Em 33 casos (80% do total), os veículos estavam com os faróis apagados.

Entre as 535 mortes, 213 ocorreram no período de outono-inverno, entre outubro e dezembro de 2014. Além disso, outros dados mostraram que 80% das vítimas tinham mais de 65 anos de idade. “No inverno o sol se põe mais rápido e os idosos saem mais para passear”, analisou um representante do Ministério.

Pesquisa sobre faróis
Ainda em 2014, a JAF realizou uma pesquisa sobre faróis com 44.910 veículos em todo o Japão. De acordo com os resultados, apenas 0,9% dos motoristas ligava os faróis 30 minutos antes do pôr do sol, que é o horário indicado para aumentar a segurança na direção.

Os dados mostraram também que 22,8% dos veículos estariam com os faróis acesos cinco minutos antes do pôr do sol. De 10 a 15 minutos após o pôr do sol, a prática ocorreria em 72,7% dos automóveis.

No mesmo período, a JAF também realizou uma enquete com motoristas e obteve 2.098 respostas. Do total, 56,8% dos entrevistados afirmaram que só ligavam os faróis depois do pôr do sol. Estar enxergando o caminho sem dificuldades foi uma das principais justificativas ditas pelos motoristas para o atraso no uso da luz.
Fonte: Alternativa

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