Contratação de estrangeiros não muda nível salarial, dizem empresas japonesas

Pesquisa sugere que o governo pode ter dificuldades para conseguir os trabalhadores de que necessita

trabalhador estrangeiro
Apenas uma em cada quatro empresas japonesas planeja empregar trabalhadores estrangeiros sob um novo sistema de vistos do governo, segundo uma pesquisa da Reuters, complicando os esforços do primeiro-ministro Shinzo Abe para aliviar a falta de mão de obra mais grave do país em décadas.

E a maioria das empresas que podem contratar esses estrangeiros não planeja apoiá-los na obtenção de moradia, no aprendizado de habilidades e do idioma japonês ou na obtenção de informações sobre como morar no Japão, mostrou a pesquisa.

Enquanto os trabalhadores estrangeiros são geralmente vistos como mão de obra barata no Japão, 77% das empresas não sentem mudanças nos níveis salariais no Japão como um todo ao contratar estrangeiros. Cerca de 16% esperam que os salários diminuam e apenas 6% veem os salários subindo.

Os resultados ressaltam o desafio para o Japão lidar com o declínio e o envelhecimento da população, que pressionou o governo a liberar a entrada de mais trabalhadores estrangeiros.

O idioma, diferenças culturais, custos de treinamento, incompatibilidade de habilidades e o fato de muitos trabalhadores estrangeiros não poderem ficar permanentemente no Japão sob o novo sistema estão entre os fatores por trás da cautela corporativa sobre a contratação, segundo a pesquisa da Reuters.

A lei, que entrou em vigor em abril, cria duas novas categorias de vistos para trabalhadores em 14 setores, como construção e cuidados a idosos, que enfrentam falta de mão de obra. O objetivo é atrair até 345 mil trabalhadores nos próximos cinco anos.

Mas a pesquisa sugere que o governo pode ter dificuldades para conseguir os trabalhadores de que necessita no país, onde há agora 163 vagas disponíveis para cada 100 candidatos a emprego, o maior nível desde o início de 1974.

“Levando em conta os custos de educação, riscos de qualidade e rendimentos, os custos vão subir contratando trabalhadores estrangeiros”, escreveu um gerente de uma empresa que fabrica peças de borracha. Ele disse que não tem planos de contratar estrangeiros.

“Nós fracassamos no passado empregando trabalhadores estrangeiros que não se adaptaram a uma cultura diferente”, escreveu um gerente de uma fabricante de produtos de metal.

Cerca de 41% das empresas não estão considerando a contratação de estrangeiros, 34% querem um pequeno número e 26% pretendem contratar tais trabalhadores, mostrou a pesquisa realizada de 8 a 17 de maio.

Dos que consideram contratar trabalhadores estrangeiros, a maioria disse que não tem planos de apoiá-los em áreas como habitação, estudo de língua japonesa e informações sobre a vida no país.

A pesquisa, realizada mensalmente para a Reuters pela Nikkei Research, entrevistou 477 empresas de médio e grande porte, com gerentes respondendo sob condição de anonimato. Cerca de 220 responderam às perguntas sobre trabalhadores estrangeiros.

Os trabalhadores estrangeiros “ajudarão a aliviar a crise do trabalho, reduzindo os salários em geral”, escreveu um gerente da siderúrgica na pesquisa.

Abe, cuja base conservadora teme o aumento da criminalidade e uma ameaça social ao país, disse que a nova lei não constitui uma “política de imigração”.

O Japão tem cerca de 1,28 milhão de trabalhadores estrangeiros – mais do que o dobro na década anterior, mas ainda representa apenas 2% da força de trabalho. Cerca de 260 mil são estagiários de países como o Vietnã e a China, que podem permanecer de três a cinco anos.
Fonte: Alternativa com Reuters

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JICE oferece cursos gratuitos de língua japonesa em Hamamatsu

Aulas buscam ajudar os estrangeiros residentes que procuram trabalho no Japão

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O Centro de Cooperação Internacional do Japão (JICE) e o Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-estar Social estão oferecendo cursos gratuitos de língua japonesa na cidade de Hamamatsu (Shizuoka).

As aulas tem previsão de inicio entre maio e junho e serão divididas em três níveis. O nível 1 é o mais básico, para iniciantes que podem ou não falar um pouco de japonês e que não dominam a leitura de hiragana e katakana.

O nível 3 será para os estrangeiros que já sabem ler e escrever, se comunicam sem muitas dificuldades e procuram aperfeiçoar o idioma em situações de trabalho. O nível mais alto é o 4, para aqueles com boas habilidades no idioma e que já passaram pelo nível 3.

Para participar, o estrangeiro deve possuir visto de cônjuge ou filho de japonês (nihonjin no haigusha), ter visto permanente (eijusha) ou ser casado ou filho de alguém que tenha. Vale também o visto de longa permanência (teijusha), que é o caso da maioria dos brasileiros.

Os interessados devem se inscrever em uma agência de empregos Hello Work. Leve uma foto 3×4 para completar a sua inscrição.

Para mais informações, contate a coordenadora local da JICE, Harumi Hatakeyama, pelo número 080-4336-2798 ou a agência Hello Work de Hamamatsu, pelo telefone: 053-457-5157.

Confira abaixo a tabela de período dos cursos, local e testes de avaliação de acordo com os níveis:
jice curso nihongo2Fonte: Alternativa

Número de trabalhadores estrangeiros em Shimane dobra em 5 anos

Os brasileiros continuam formando a maior comunidade na província

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O número de trabalhadores estrangeiros na província de Shimane aumentou 13,8% no ano passado, em comparação a 2017, chegando a 4.297 pessoas de várias nacionalidades, informou o jornal Yomiuri no domingo (10).

Nos últimos cinco anos, esse número praticamente dobrou. Segundo o posto do Ministério do Trabalho em Shimane, que divulgou os dados referentes a outubro do ano passado, mais trabalhadores estrangeiros devem entrar na província se os jovens japoneses continuarem se mudando para grandes cidades em busca de oportunidades profissionais.

Os brasileiros continuam formando a maior comunidade, com 1.299 trabalhadores se concentrando principalmente em Izumo. Os chineses aparecem em segundo (954) e os vietnamitas em terceiro (885), depois de um aumento de 35,5% em 2018.

Com exceção dos brasileiros, que têm visto permanente ou de longa permanência renovável, a maioria dos estrangeiros entrou no Japão com visto de estagiário, que tem duração de no máximo cinco anos.

O número de empresas em Shimane que contratam estrangeiros aumentou 13,6%, totalizando 636. Mais da metade dessas empresas são pequenas, com menos de 30 funcionários.
Fonte: Alternativa

Cartão My Number poderá ser usado como seguro de saúde no Japão em 2020

Governo estuda ações para promover a difusão do sistema que entrou em vigor em 2015

My Number seguro de saudeAutoridades do governo japonês decidiram em uma conferência realizada na sexta-feira (15) que irão encaminhar uma reforma de lei para que o cartão do sistema My Number possa ser utilizado como comprovante de seguro de saúde.

A ideia é fazer com que a medida entre em vigor a partir do ano fiscal de 2020, que inicia em abril do próximo ano.

De acordo com uma reportagem da emissora NHK, a baixa adesão do cartão tem causado preocupações ao governo.

Dados do último dia 5 mostram que, até o momento, apenas 12,6% dos usuários mandaram confeccionar o cartão, que entrou em vigor no final de 2015 e é fundamental para procedimentos burocráticos em repartições públicas.

A partir de abril de 2020, o governo pretende estrear ações que melhorem a praticidade do sistema, o tornando mais atraente. Entre elas está a possibilidade de emitir uma cópia do certificado de residente (juminhyo) nas lojas de conveniência.

Depois da conferência, autoridades do governo participaram de uma coletiva de imprensa para explicar mais detalhes do projeto.

O secretário-chefe do Gabinete Oficial, Yoshihide Suga, frisou a importância do sistema para a seguridade social do país.

“O My Number se trata de um sistema seguro e justo de seguridade social e queremos que se torne base de uma sociedade digitalizada e prática. Além de utilizar como seguro de saúde, queremos facilitar a emissão do cartão e vamos analisar um aprimoramento do plano de difusão, através do ministro Masatoshi Ishida (dos Assuntos Internos e Comunicações)”, explicou.
Fonte: Alternativa

Número de trabalhadores brasileiros no Japão sobe 8,6% e chega a 127 mil

De uma forma geral, o número de trabalhadores estrangeiros atingiu um novo recorde de 1.460.463
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O número de trabalhadores brasileiros no Japão subiu 8,6% em um ano, para 127.392, segundo dados divulgados pelo Ministério do Trabalho nesta sexta-feira (25), com base nos registros de outubro do ano passado.

De uma forma geral, o número de trabalhadores estrangeiros atingiu um novo recorde de 1.460.463, aumento de 14,2%, em meio ao envelhecimento da sociedade e ao emprego de estagiários e estudantes de outros países para compensar a falta de mão de obra.

Esse número deve aumentar ainda mais a partir de abril, quando novos trabalhadores estrangeiros de oito países asiáticos terão permissão para entrar no Japão com um visto de cinco anos.

Por nacionalidade, os trabalhadores chineses constituem o maior grupo, com 389.117 pessoas, um aumento de 4,5% em relação ao ano anterior, seguido por vietnamitas, cujo número subiu 31.9%, para 316.840.

Os filipinos aparecem em terceiro lugar, com 164.006 trabalhadores e aumento 11,7%, seguidos pelos brasileiros em quarto.

Os residentes permanentes e os descendentes de japoneses aumentaram 8% em relação ao ano anterior, para 495.668, enquanto que os estudantes com licença de trabalho de meio período cresceram 15%, para 298.461, e os estagiários tiveram aumento de 19,7%, para 308.489.

As províncias com maior número de trabalhadores estrangeiros são Tóquio (438.775), Aichi (151.669) e Osaka (90.072).

Os dados do governo consideram apenas estrangeiros em emprego legalizado. Autônomos, comerciantes, estudantes, donas de casa e desempregados não fazem parte dos números.

Atrás de um mercado de trabalho crescente em meio à recuperação econômica do Japão, muitos estagiários e estudantes estrangeiros estão envolvidos em mão de obra não qualificada com baixos salários para preencher a falta de trabalhadores.
Fonte: Alternativa

Aumento de cuidadores estrangeiros em Shizuoka

Há 183 instituição de cuidados com idosos na província que empregam trabalhadores estrangeiros e vem aumentando

cuidador de idoso
O governo da província de Shizuoka realizou uma pesquisa nas instituições de cuidados com os idosos. O resultado apontou aumento do número de trabalhadores estrangeiros nos 183 locais.

De acordo com a divulgação, na terça-feira (25), são 326 estrangeiros, o maior número desde que começaram as contratações dessa mão de obra.

O aumento foi de 49 pessoas em relação ao ano anterior. O maior número é de filipinos com 133, seguido do Brasil com 61, Peru com 52, China com 28, Coreia do Sul com 15, Indonésia com 11, Vietnã com 10 e de outros países são 11.

A receptividade dos usuários dos serviços dos estrangeiros é boa, com índice de 79% de satisfação.

Por outro lado ainda há desafios a serem superados como a compreensão do kanji por parte dos trabalhadores estrangeiros.

A pesquisa também levantou que as instituições que ainda não contrataram estrangeiros, mas que pretendem fazê-lo, aumentou. As que apontaram possibilidade somam 38.
Fonte: Portal Mie com Portal Worlds

Novos trabalhadores estrangeiros: governo quer começar com 8 países

O governo anunciou que pretende iniciar a liberação da entrada dos trabalhadores estrangeiros de 8 países e coibir os maus agentes

plantacao de arroz
Diante da aprovação da revisão da Lei de Controle de Imigração o governo irá permitir a entrada de novos trabalhadores estrangeiros, inicialmente, dos países asiáticos.

Irá implementar o teste de proficiência do idioma japonês em 8 países, sendo que apenas um ainda não está definido. O conhecimento básico do idioma é um dos pré-requisitos para qualificar o candidato.

Os países escolhidos são Indonésia, Camboja, Tailândia, China, Filipinas, Vietnã e Myanmar. Deverá começar pelos vistos de habilidades específicas (特定技能).

Como é do conhecimento do governo, existem agentes e intermediários que agem de má fé no encaminhamento de estagiários técnicos.

Visa troca de informações com os governos dos países de origem dos trabalhadores para criar um mecanismo de não aceitação quando tiver a figura desses agentes.
Fonte: Portal Mie com Asahi e JNN