Toyota coloca presidente para liderar divisão de carros elétricos

Akio Toyoda está à frente da maior montadora do mundo desde 2009

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A Toyota indicou na última quarta-feira seu presidente, Akio Toyoda, para liderar uma nova divisão de carros elétricos, sinalizando seu comprometimento com o desenvolvimento da tecnologia.

A mudança ocorre em um momento em que Estados Unidos, China e países europeus encorajam as montadoras de veículos a fabricarem mais carros elétricos.

Akio Toyoda, neto do fundador da empresa, Kiichiro Toyoda, está à frente da maior montadora do mundo desde 2009. Ele comandará o departamento de veículos elétricos juntamente com os vice-presidentes executivos, Mitsuhisa Kato e Shigeki Terashi.

“Ao colocar o presidente e os vice-presidentes no comando da divisão, nós planejamos acelerar o desenvolvimento de carros elétricos”, afirmou a porta-voz da companhia, Kayo Doi, depois do anúncio.

“O presidente supervisionará diretamente as operações do departamento para permitir que as decisões sejam tomadas rapidamente”, acrescentou.

A divisão compreende uma nova unidade interna que planejará a estratégia da Toyota para desenvolver e comercializar carros elétricos, como parte dos esforços da empresa para atender ao endurecimento das regras globais de emissões de poluentes.

A Toyota também está transferindo o engenheiro-chefe do modelo híbrido Prius, Koji Toyoshima, para liderar a equipe de veículos elétricos.
Fonte: Alternativa

Economia japonesa cresce 2,2%, mas perspectiva ainda é fraca

Leitura preliminar do PIB traduziu-se em expansão de 0,5% no terceiro trimestre

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A economia do Japão superou as expectativas entre julho e setembro, expandindo-se pelo terceiro trimestre consecutivo com as exportações mais fortes, mas a fraca atividade doméstica põe em dúvida as esperanças de recuperação sustentável.

Dados governamentais ressaltaram recuperação econômica potencialmente frágil, dependente de exportações, assim como a vitória do republicano Donald Trump nas eleições presidenciais dos Estados Unidos aumentou a incerteza sobre as perspectivas econômicas globais.

O Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 2,2 por cento no terceiro trimestre em base anualizada, mais rápido do que o aumento de 0,9 por cento esperado pelos mercados, depois do avanço de 0,7 por cento entre abril e junho. Foi o terceiro trimestre consecutivo de expansão.

“As exportações se recuperaram, mas o consumo privado e as despesas de capital estão fracos. A economia não está tão forte”, disse Hidenobu Tokuda, economista sênior do Mizuho Research Institute.

“Há riscos da China e das políticas comerciais da Trump”, disse Tokuda, ecoando as preocupações dos políticos.

A leitura preliminar do PIB traduziu-se em expansão trimestral de 0,5 por cento no terceiro trimestre, contra ganho de 0,2 por cento esperado pelos economistas.

A demanda externa –ou exportações menos importações– somou 0,5 ponto percentual ao PIB, devido ao salto nas exportações sobre o trimestre anterior e à queda das importações causada pelos ganhos do iene, pela queda do preço do petróleo e pela fraca demanda interna.
Fonte: Alternativa

Gunma supera Mie e se torna a 3ª maior província em concentração de brasileiros

Das 47 províncias, 15 apresentaram queda no número de brasileiros
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A província de Gunma, que até 2015 tinha a quarta maior comunidade verde e amarela, saltou para a terceira posição superando Mie em número de brasileiros.

O Ministério da Justiça divulgou na terça-feira (1) os dados da comunidade brasileira no Japão até junho deste ano classificados por gênero, sexo, idade e tipo de visto.

Segundo os números computados pelo governo japonês, a maior província em concentração de brasileiros ainda é Aichi, com 49.444, seguida de Shizuoka, com 25.854.

Em terceiro lugar aparece Gunma, com 11.982; Mie tem 11.798 brasileiros e Gifu, 10.088.

Das 47 províncias japonesas, 15 apresentaram queda no número de brasileiros, com destaque para Mie, Hiroshima, Yamanashi e Nagano.

Se os dados forem vistos por gênero, dos 176.284 brasileiros residentes no Japão, 96.098 são do sexo masculino e 80.186 do sexo feminino.

Por idade, 41.077 tem entre 0 e 19 anos, ou seja, são menores no Japão. Os brasileiros na terceira idade, ou seja, acima de 64 anos somam 5.787.

Por tipo de visto, 109.561 têm permissão permanente de estadia no país. Os portadores de vistos de cinco e um ano somam 46.814. Já os cônjuges e familiares de nacionais japoneses e de portadores de vistos permanentes somam 18.043.
Fonte: Alternativa

Setor hoteleiro pressiona Japão a liberar entrada de trabalhadores estrangeiros

“Não temos mão de obra suficiente”, disse o presidente da Associação Japonesa City Hotel

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O aumento dos turistas estrangeiros no Japão está sobrecarregando a indústria hoteleira do país, que não tem mão de obra suficiente para prestar um serviço adequado aos visitantes.

Para discutir o problema considerado como emergencial, representantes do setor, incluindo redes de hotéis e as tradicionais pousadas japonesas (ryokan), reuniram-se em uma conferência realizada na terça-feira (11).

No encontro, autoridades do setor de turismo concordaram que a contratação de estrangeiros é a melhor solução para suprir a falta de mão de obra. No entanto, para isto ocorrer, será preciso que o governo libere vistos simples de trabalho para não japoneses.

Atualmente, a maior parte dos estrangeiros não recebe autorização de permanência para serviços gerais ou de meio período. Com exceção dos descendentes e do programa de estágios, o visto é garantido apenas aos estrangeiros com curso superior e com contrato efetivo.

Desta forma, a indústria hoteleira possui poucas opções para suprir a falta de mão de obra e os únicos estrangeiros que podem trabalhar nos hotéis são aqueles que já possuem autorização de permanência por outros motivos.

Atualmente, há tantas vagas disponíveis e baixa procura que alguns hotéis estão tendo que recusar novos hóspedes mesmo com quartos vazios, pois o número de trabalhadores não cumpre a demanda.

De acordo com uma reportagem da emissora NHK, o setor hoteleiro do país irá levar a questão às autoridades do governo japonês e pedir que a liberação dos vistos aos estrangeiros seja analisada com urgência.

O presidente da Associação Japonesa City Hotel, Mafumi Kobayashi, disse que os representantes da indústria irão trabalhar firmemente neste objetivo. “Não temos mão de obra suficiente para exercer atividades primárias nos hotéis, como a limpeza dos quartos. Iremos lutar com todo o setor para que o país aceite a mão de obra estrangeira”, comentou.

O vice-presidente da Associação de Hotéis do Japão, Yasuhiro Shimura, também afirmou com convicção que a área precisa urgentemente de trabalhadores de outras nacionalidades.

“A mão de obra poderá baixar ainda mais a partir de agora. Permitir a permanência de estrangeiros para esta finalidade é viável não apenas para suprir a mão de obra, mas também para aumentar a qualidade do serviço prestado aos turistas”, afirmou.

No mês passado, autoridades do governo se reuniram para discutir melhorias no estilo de trabalho do país. A questão dos estrangeiros também está na pauta junto com outros temas, como a reforma no sistema de horas extras. A expectativa é que o governo inicie reuniões em breve para discutir o assunto.
Fonte: Alternativa

Taxa de desemprego cai para 3% no Japão, menor índice em 21 anos

A disponibilidade de trabalho permaneceu inalterada em 1,37 em julho

taxa-desempregoA taxa de desemprego no Japão caiu para 3 por cento em julho, o menor índice dos últimos 21 anos, com a disponibilidade de postos de trabalho em alta, mostraram dados do governo nesta terça-feira (30).

A taxa de desemprego caiu 0,1 ponto percentual em relação a junho, atingindo o nível mais baixo desde maio de 1995, informou o Ministério dos Assuntos Internos e Comunicações.

A disponibilidade de trabalho do país permaneceu inalterada em 1,37 em julho, o que significa que 137 vagas estavam disponíveis para cada 100 candidatos a emprego, de acordo com o Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-estar Social.

"A situação do emprego continua em uma tendência de melhora", disse um funcionário do governo em entrevista.

A melhora das condições do mercado de trabalho é uma boa notícia para o governo do primeiro-ministro Shinzo Abe e o Banco do Japão, que pretendem reforçar a terceira maior economia do mundo.

A taxa de desemprego das mulheres caiu 0,3 ponto percentual, para 2,7 por cento, enquanto que para os homens permaneceu estável em 3,2 por cento.

O número de desempregados diminuiu em 70 mil pessoas, para 2,01 milhões, sazonalmente ajustado. O número de trabalhadores aumentou em 200 mil, para 64,76 milhões.

O número de pessoas que abandonam postos de trabalho voluntariamente ficou em 870 mil, com ajuste sazonal.

Os analistas estão prestando muita atenção para saber se a situação atual no mercado de trabalho vai se traduzir em maiores salários, enquanto os gastos dos consumidores permanecem lentos.

A despesa média das famílias, um indicador-chave do consumo privado, caiu 0,5 por cento em julho em relação ao ano anterior, para ¥278.067.

O Ministério de Assuntos Internos disse que os gastos das famílias continuam fracos, mantendo a sua avaliação básica em relação ao mês anterior.
Fonte: Alternativa

Japão começa a ficar menos atrativo para trabalhadores asiáticos, diz jornal

A diferença de salário entre o Japão e os países vizinhos diminuiu em relação ao dólar

trabalhador asiáticoCom o crescimento econômico de países asiáticos e por causa de fatores cambiais, o Japão está deixando de ser um destino atrativo para trabalhadores estrangeiros de baixa qualificação, revelou uma recente reportagem do jornal de negócios Nihon Keizai.

Até o fim deste ano, o governo prevê que o número de trabalhadores estrangeiros no Japão ultrapasse a marca de 1 milhão, mas esta tendência de crescimento pode ter chegado ao seu limite, mesmo se o país resolvesse encarar uma mudança na política de imigração, de acordo com a análise do jornal.

Com o custo de vida mais baixo e melhores condições de trabalho, Coreia do Sul e Taiwan estão ganhando rapidamente vantagem sobre o Japão na contratação de mão de obra estrangeira. Na última década, Taiwan teve um aumento de 80% no número de trabalhadores estrangeiros, enquanto a Coreia do Sul ultrapassou o Japão.

Ganhos reais similares
O aumento de salários e benefícios na China, provocados por uma ampla reforma trabalhista, também estão desmotivando os chineses a deixaram o país em busca de trabalho. De acordo com dados do governo chinês, a média salarial na cidade de Xangai em 2014 foi de 5.541 yuans (cerca de ¥88.000) com tendência de aumento em 2015.

Salários melhores na China também estão influenciando a área rural do Japão, onde a queda da população ativa está causando sérios problemas para a economia local.

Na província de Ehime, onde os chineses chegaram a representar mais de 70% dos trabalhadores estrangeiros, o salário mínimo de ¥110 mil para trabalhos rurais de tempo integral é similar à média salarial de áreas urbanas da China.

Para compensar a queda no número de chineses na província, uma associação local fechou um acordo com o governo de Mianmar para a vinda de estagiários.

A diferença de salário entre o Japão e seus vizinhos também diminuiu em relação ao dólar. Usando a cotação de janeiro, quando o iene sofreu depreciação, o salário mínimo de Tóquio (¥907 por hora) chegou a se igualar ao de Seul.

Visto em outros países
Enquanto o Japão restringe a entrada de mão de obra estrangeira desqualificada, a Coreia do Sul aceita esse tipo de trabalhador para suprir a demanda de determinados setores da economia. Em 2016, o país prevê a entrada de 58 mil estrangeiros sem qualificação profissional.

Na Coreia do Sul, estrangeiros com baixa qualificação recebem o visto “E-9” com permanência máxima de 4 anos e 10 meses. Se o estrangeiro adquirir algum tipo de qualificação durante este período, ele é promovido para a categoria “E-7”, que lhe permite renovação de visto de acordo com o contrato de trabalho.

Em Taiwan, trabalhadores estrangeiros não qualificados podem permanecer por até 12 anos no país.
Fonte: Alternativa

Japão começa a ficar menos atrativo para trabalhadores asiáticos, diz jornal

A diferença de salário entre o Japão e os países vizinhos diminuiu em relação ao dólar

Com o crescimento econômico de países asiáticos e por causa de fatores cambiais, o Japão está deixando de ser um destino atrativo para trabalhadores estrangeiros de baixa qualificação, revelou uma recente reportagem do jornal de negócios Nihon Keizai.

Até o fim deste ano, o governo prevê que o número de trabalhadores estrangeiros no Japão ultrapasse a marca de 1 milhão, mas esta tendência de crescimento pode ter chegado ao seu limite, mesmo se o país resolvesse encarar uma mudança na política de imigração, de acordo com a análise do jornal.

Com o custo de vida mais baixo e melhores condições de trabalho, Coreia do Sul e Taiwan estão ganhando rapidamente vantagem sobre o Japão na contratação de mão de obra estrangeira. Na última década, Taiwan teve um aumento de 80% no número de trabalhadores estrangeiros, enquanto a Coreia do Sul ultrapassou o Japão.

Ganhos reais similares
O aumento de salários e benefícios na China, provocados por uma ampla reforma trabalhista, também estão desmotivando os chineses a deixaram o país em busca de trabalho. De acordo com dados do governo chinês, a média salarial na cidade de Xangai em 2014 foi de 5.541 yuans (cerca de ¥88.000) com tendência de aumento em 2015.

Salários melhores na China também estão influenciando a área rural do Japão, onde a queda da população ativa está causando sérios problemas para a economia local.

Na província de Ehime, onde os chineses chegaram a representar mais de 70% dos trabalhadores estrangeiros, o salário mínimo de ¥110 mil para trabalhos rurais de tempo integral é similar à média salarial de áreas urbanas da China.

Para compensar a queda no número de chineses na província, uma associação local fechou um acordo com o governo de Mianmar para a vinda de estagiários.

A diferença de salário entre o Japão e seus vizinhos também diminuiu em relação ao dólar. Usando a cotação de janeiro, quando o iene sofreu depreciação, o salário mínimo de Tóquio (¥907 por hora) chegou a se igualar ao de Seul.

Visto em outros países
Enquanto o Japão restringe a entrada de mão de obra estrangeira desqualificada, a Coreia do Sul aceita esse tipo de trabalhador para suprir a demanda de determinados setores da economia. Em 2016, o país prevê a entrada de 58 mil estrangeiros sem qualificação profissional.

Na Coreia do Sul, estrangeiros com baixa qualificação recebem o visto “E-9” com permanência máxima de 4 anos e 10 meses. Se o estrangeiro adquirir algum tipo de qualificação durante este período, ele é promovido para a categoria “E-7”, que lhe permite renovação de visto de acordo com o contrato de trabalho.

Em Taiwan, trabalhadores estrangeiros não qualificados podem permanecer por até 12 anos no país.
Fonte: Alternativa