Número de brasileiros no Japão sobe pela primeira vez desde crise de 2008

Houve um aumento de 4,3% no ano passado, para 180.923 pessoas
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Pela primeira vez desde a crise financeira de 2008, o número de brasileiros residentes no Japão apresentou crescimento.

Segundo dados divulgados pelo Ministério da Justiça do Japão na última sexta-feira (17), o total de brasileiros registrados até dezembro de 2016 era de 180.923. Este resultado representa alta de 4,3% da comunidade residente no país se comparado a 2015.

Os brasileiros são a quinta maior comunidade estrangeira atrás de chineses, coreanos, filipinos e vietnamitas. Dessas comunidades, apenas a coreana apresentou redução (1%), com destaque para a vietnamita cujo total subiu 36,1%, somando 199.990 residentes. Outra comunidade que apresentou forte aumento foi a nepalesa, com 23%.

A alta no número de brasileiros no Japão mostra que o movimento dekassegui, caracterizado pela entrada e saída no país de descendentes de japoneses para trabalhar, depende muito da situação econômica dos países relacionados.

Um brasileiro residente no Japão, devido a sua relação de instabilidade de trabalho, portador de contrato temporário, pode voltar a engrossar o contingente que sai e retorna ao arquipélago constantemente.

Da mesma forma, uma crise sócio-econômica no Brasil pode atrair novamente para o Japão os descendentes lá residentes. A oferta de mão de obra nos dois lados também pesa muito na flutuação dos números. Caso o visto para yonsei (quarta geração) seja liberado, será muito difícil dar como acabado o movimento dekassegui.

Ainda segundo os dados divulgados pelas autoridades migratórias japonesas, o número total de residentes estrangeiros no Japão subiu 6,7% em 2016, somando 2.382.822 pessoas.

A maioria dos vistos de permanência e trabalho no país apresentaram aumento, com destaque para os vistos concedidos aos estrangeiros que possuem alta qualificação profissional. Este tipo de permissão de estadia e trabalho foi criado em 2015, apresentando aumento de 149% em 2016.

Outro tipo de visto que cresceu muito foi o concedido ao pessoal da área médica. Tóquio é a província onde residem mais estrangeiros, seguida de Aichi, Osaka e Kanagawa.

Nos próximos dias, o Ministério da Justiça do Japão deve divulgar o número de brasileiros por província, idade e gênero.

Número de brasileiros residentes no Japão
2007 – 313.771
2008 – 309.448
2009 – 264.469
2010 – 228.702
2011 – 209.265
2012 – 190.609
2013 – 181.317
2014 – 175.410
2015 – 173.437
2016 – 180.923
Fonte: Alternativa com Ministério da Justiça do Japão

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Japão poderá impor limite de horas extras por semestre ou ano, e não por mês

Medida visa prevenir casos de morte por excesso de trabalho

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O governo japonês está planejando uma nova reforma da lei trabalhista que deverá entrar em vigor a partir de 2019. A intenção é flexibilizar o atual limite máximo de 80 horas mensais, informou o jornal Mainichi nesta quarta-feira (25).

Uma das mudanças sugeridas é estabelecer um limite por semestre ou ano e não mais por mês. Por exemplo, um trabalhador poderia fazer até 270 horas extras em um semestre (média de 45 horas por mês), e o empregador teria o direito de impor uma carga variável entre um mês e outro, desde que não ultrapasse as 270 horas no período.

O plano está sendo discutindo em reuniões com autoridades do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-estar Social e também com representantes da indústria e de setores laborais, considerando o que poderia afetar negativamente ou não as atividades econômicas do Japão e a saúde do trabalhador.

Em um relatório sobre “morte por excesso de trabalho” (karoushi/過労死) divulgado pelo Ministério do Trabalho, cerca de 20% das empresas estariam impondo aos funcionários uma carga superior a 80 horas extras mensais, o que é considerado em risco para a saúde física e mental do trabalhador.

A expectativa é de que, com a reforma, seja possível prevenir casos de morte em decorrência de problemas de saúde desenvolvidos pelo trabalho excessivo ou de suicídio. A reforma é também uma consequência da repercussão do suicídio de uma funcionária da agência de publicidade Dentsu em 2015.

Matsuri Takahashi, de 24 anos na época, desenvolveu uma forte depressão após registrar mais de 100 horas extras mensais na empresa. A jovem estava no primeiro ano de trabalho e o caso provocou a renúncia recente do então presidente da empresa, Tadashii Ishi.

A atual lei trabalhista prevê que o cumprimento de horas extras em excesso é teoricamente proibido, mas que o “limite de horas de trabalho” pode ser ultrapassado de acordo com condições especiais.

O governo também está considerando a influência para a indústria de acordo com as decisões referentes ao limite de horas extras. Até o momento, ficou constatado que uma carga inferior a 80 horas poderia trazer dificuldades ao setor econômico do país.

Há muitas empresas que têm uma rotina de trabalho mais intensa em determinados períodos do ano e isto também está sendo considerado. Por isso o governo está analisando medidas flexíveis, como uma média de 45 horas mensais que poderia ser cumprida com o máximo de 270 horas extras no período de seis meses.

A reforma também deve manter os critérios definidos para a indústria de transporte como uma exceção e a definição final da reforma deve ocorrer até o fim de março deste ano.
Fonte: Alternativa

BC do Japão prevê recuperação econômica estável em 2017

A avaliação reforça as expectativas de que o banco central vai segurar uma expansão de estímulo

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O presidente do Banco do Japão, Haruhiko Kuroda, disse que espera que a economia do país desfrute de uma recuperação estável ao longo deste ano, com a expectativa de uma redução nos fatores negativos ao redor do mundo, de acordo com o jornal Nikkei.

A avaliação reforça as expectativas do mercado de que o banco central vai segurar uma expansão de estímulo no futuro previsível.

“Há muitas coisas que podemos fazer, se necessário” para impulsionar o crescimento, disse Kuroda em uma entrevista ao jornal Nikkei, refutando as opiniões de alguns analistas de que o Banco do Japão ficou sem munição política, depois de mais de três anos de agressiva impressão de dinheiro.

Mas ele disse que as perspectivas otimistas para a economia global, o aumento dos preços das ações japonesas e uma reversão no fortalecimento excessivo do iene permitirão que a economia do Japão sustente uma recuperação econômica estável ao longo de 2017.

“No geral, as economias globais e a japonesa estão se movendo em uma direção positiva e mais desejável”, acrescentou ele, em uma entrevista realizada na semana passada.

Em relação às políticas esperadas do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, Kuroda disse que não espera que o novo governo implemente medidas extremas, como restrições comerciais, pois elas prejudicariam a economia dos EUA, bem como as economias dos países rivais.
Fonte: Alternativa com Reuters

Toyota coloca presidente para liderar divisão de carros elétricos

Akio Toyoda está à frente da maior montadora do mundo desde 2009

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A Toyota indicou na última quarta-feira seu presidente, Akio Toyoda, para liderar uma nova divisão de carros elétricos, sinalizando seu comprometimento com o desenvolvimento da tecnologia.

A mudança ocorre em um momento em que Estados Unidos, China e países europeus encorajam as montadoras de veículos a fabricarem mais carros elétricos.

Akio Toyoda, neto do fundador da empresa, Kiichiro Toyoda, está à frente da maior montadora do mundo desde 2009. Ele comandará o departamento de veículos elétricos juntamente com os vice-presidentes executivos, Mitsuhisa Kato e Shigeki Terashi.

“Ao colocar o presidente e os vice-presidentes no comando da divisão, nós planejamos acelerar o desenvolvimento de carros elétricos”, afirmou a porta-voz da companhia, Kayo Doi, depois do anúncio.

“O presidente supervisionará diretamente as operações do departamento para permitir que as decisões sejam tomadas rapidamente”, acrescentou.

A divisão compreende uma nova unidade interna que planejará a estratégia da Toyota para desenvolver e comercializar carros elétricos, como parte dos esforços da empresa para atender ao endurecimento das regras globais de emissões de poluentes.

A Toyota também está transferindo o engenheiro-chefe do modelo híbrido Prius, Koji Toyoshima, para liderar a equipe de veículos elétricos.
Fonte: Alternativa

Economia japonesa cresce 2,2%, mas perspectiva ainda é fraca

Leitura preliminar do PIB traduziu-se em expansão de 0,5% no terceiro trimestre

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A economia do Japão superou as expectativas entre julho e setembro, expandindo-se pelo terceiro trimestre consecutivo com as exportações mais fortes, mas a fraca atividade doméstica põe em dúvida as esperanças de recuperação sustentável.

Dados governamentais ressaltaram recuperação econômica potencialmente frágil, dependente de exportações, assim como a vitória do republicano Donald Trump nas eleições presidenciais dos Estados Unidos aumentou a incerteza sobre as perspectivas econômicas globais.

O Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 2,2 por cento no terceiro trimestre em base anualizada, mais rápido do que o aumento de 0,9 por cento esperado pelos mercados, depois do avanço de 0,7 por cento entre abril e junho. Foi o terceiro trimestre consecutivo de expansão.

“As exportações se recuperaram, mas o consumo privado e as despesas de capital estão fracos. A economia não está tão forte”, disse Hidenobu Tokuda, economista sênior do Mizuho Research Institute.

“Há riscos da China e das políticas comerciais da Trump”, disse Tokuda, ecoando as preocupações dos políticos.

A leitura preliminar do PIB traduziu-se em expansão trimestral de 0,5 por cento no terceiro trimestre, contra ganho de 0,2 por cento esperado pelos economistas.

A demanda externa –ou exportações menos importações– somou 0,5 ponto percentual ao PIB, devido ao salto nas exportações sobre o trimestre anterior e à queda das importações causada pelos ganhos do iene, pela queda do preço do petróleo e pela fraca demanda interna.
Fonte: Alternativa

Gunma supera Mie e se torna a 3ª maior província em concentração de brasileiros

Das 47 províncias, 15 apresentaram queda no número de brasileiros
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A província de Gunma, que até 2015 tinha a quarta maior comunidade verde e amarela, saltou para a terceira posição superando Mie em número de brasileiros.

O Ministério da Justiça divulgou na terça-feira (1) os dados da comunidade brasileira no Japão até junho deste ano classificados por gênero, sexo, idade e tipo de visto.

Segundo os números computados pelo governo japonês, a maior província em concentração de brasileiros ainda é Aichi, com 49.444, seguida de Shizuoka, com 25.854.

Em terceiro lugar aparece Gunma, com 11.982; Mie tem 11.798 brasileiros e Gifu, 10.088.

Das 47 províncias japonesas, 15 apresentaram queda no número de brasileiros, com destaque para Mie, Hiroshima, Yamanashi e Nagano.

Se os dados forem vistos por gênero, dos 176.284 brasileiros residentes no Japão, 96.098 são do sexo masculino e 80.186 do sexo feminino.

Por idade, 41.077 tem entre 0 e 19 anos, ou seja, são menores no Japão. Os brasileiros na terceira idade, ou seja, acima de 64 anos somam 5.787.

Por tipo de visto, 109.561 têm permissão permanente de estadia no país. Os portadores de vistos de cinco e um ano somam 46.814. Já os cônjuges e familiares de nacionais japoneses e de portadores de vistos permanentes somam 18.043.
Fonte: Alternativa

Setor hoteleiro pressiona Japão a liberar entrada de trabalhadores estrangeiros

“Não temos mão de obra suficiente”, disse o presidente da Associação Japonesa City Hotel

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O aumento dos turistas estrangeiros no Japão está sobrecarregando a indústria hoteleira do país, que não tem mão de obra suficiente para prestar um serviço adequado aos visitantes.

Para discutir o problema considerado como emergencial, representantes do setor, incluindo redes de hotéis e as tradicionais pousadas japonesas (ryokan), reuniram-se em uma conferência realizada na terça-feira (11).

No encontro, autoridades do setor de turismo concordaram que a contratação de estrangeiros é a melhor solução para suprir a falta de mão de obra. No entanto, para isto ocorrer, será preciso que o governo libere vistos simples de trabalho para não japoneses.

Atualmente, a maior parte dos estrangeiros não recebe autorização de permanência para serviços gerais ou de meio período. Com exceção dos descendentes e do programa de estágios, o visto é garantido apenas aos estrangeiros com curso superior e com contrato efetivo.

Desta forma, a indústria hoteleira possui poucas opções para suprir a falta de mão de obra e os únicos estrangeiros que podem trabalhar nos hotéis são aqueles que já possuem autorização de permanência por outros motivos.

Atualmente, há tantas vagas disponíveis e baixa procura que alguns hotéis estão tendo que recusar novos hóspedes mesmo com quartos vazios, pois o número de trabalhadores não cumpre a demanda.

De acordo com uma reportagem da emissora NHK, o setor hoteleiro do país irá levar a questão às autoridades do governo japonês e pedir que a liberação dos vistos aos estrangeiros seja analisada com urgência.

O presidente da Associação Japonesa City Hotel, Mafumi Kobayashi, disse que os representantes da indústria irão trabalhar firmemente neste objetivo. “Não temos mão de obra suficiente para exercer atividades primárias nos hotéis, como a limpeza dos quartos. Iremos lutar com todo o setor para que o país aceite a mão de obra estrangeira”, comentou.

O vice-presidente da Associação de Hotéis do Japão, Yasuhiro Shimura, também afirmou com convicção que a área precisa urgentemente de trabalhadores de outras nacionalidades.

“A mão de obra poderá baixar ainda mais a partir de agora. Permitir a permanência de estrangeiros para esta finalidade é viável não apenas para suprir a mão de obra, mas também para aumentar a qualidade do serviço prestado aos turistas”, afirmou.

No mês passado, autoridades do governo se reuniram para discutir melhorias no estilo de trabalho do país. A questão dos estrangeiros também está na pauta junto com outros temas, como a reforma no sistema de horas extras. A expectativa é que o governo inicie reuniões em breve para discutir o assunto.
Fonte: Alternativa