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Crescimento do PIB do Japão acelera a 0,9% no 1º trimestre

Crescimento do PIB do Japão acelera a 0,9% no 1º trimestre

A economia do Japão voltou a crescer no período janeiro-março, pelo segundo trimestre consecutivo, dando um respaldo à polêmica política de incentivos elaborada pelo Banco Central da terceira maior economia mundial.

O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nipônico no primeiro trimestre foi de 0,9% na comparação com o trimestre anterior, e de 3,5% em relação ao mesmo período de 2012.

O país saiu da recessão no último trimestre de 2012 (+0,3%), depois de seis meses de resultados negativos, de abril a setembro.

Os novos dados confirmam a tendência, mas o dinamismo é motivado sobretudo pelo consumo residencial (+0,9%) e pela demanda pública (+0,6%).

As empresas privadas mantêm uma atitude de cautela e os investimentos caíram 0,7%.

Alguns analistas consideram que o primeiro-ministro conservador Shinzo Abe está recolhendo os frutos de suas receitas heterodoxas, de aumento dos gastos públicos e flexibilização monetária.

Esta política, que consiste na compra de títulos do Estado pelo Banco do Japão (BOJ, central) para aumentar o dinheiro em circulação, se uniu a um vasto plano de obras públicas.

O Japão ficou paralisado durante anos pela deflação, que desestimula o consumo (porque gera expectativas de quedas de preços ainda maiores) e o investimento. Mas por sua solidez financeira, o iene virou um valor refúgio e era valorizado ante as demais divisas, o que prejudicava as exportações, um setor vital.

A chegada de Abe ao poder em dezembro, antecipada pelos mercados, provocou uma mudança radical no panorama: a flexibilização monetária provocou uma forte desvalorização do iene (de quase 25% de seu valor em relação ao dólar desde novembro) e um grande impulso na Bolsa de Tóquio, que registrou um aumento de quase 40% entre novembro e março.

No primeiro trimestre, as exportações nipônicas aumentaram 3,8%, graças principalmente às vendas de automóveis aos Estados Unidos e a uma aceleração das entregas dos produtos químicos.

As importações cresceram apenas 1%, o que significa que a contribuição do comércio exterior ao crescimento geral da economia japonesa foi positiva pela primeira vez desde o primeiro trimestre de 2012.

A balança comercial, que sempre registrava fortes excedentes, passou ao vermelho depois do acidente nuclear da central de Fukushina em março de 2011, que obrigou o país a aumentar consideravelmente as importações de petróleo e gás.

‘A economia japonesa se recupera. O consumo das residências aumenta à medida que aumenta sua renda’, afirmou Hideki Matsumura, economista do Instituto de Pesquisas do Japão.

O governo destinou no orçamento anual quase 50 bilhões de dólares a um plano de obras públicas.

Apesar da contração do último semestre, o PIB japonês fechou 2012 com um crescimento de 2% e, segundo projeções do FMI, deve crescer 1,6% em 2013.
Fonte: G1 com France Presse

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